Aspectos condicionadores do objeto nulo e do pronome pleno em português brasileiro : uma análise da fala infantil
O quadro pronominal do português brasileiro (PB) vem passando por modificações ao longo do tempo. Desde o século XIX, o clítico acusativo de terceira pessoa (o, a) vem perdendo espaço no conjunto de pronomes. Para retomar elementos anafóricos em posição de objeto direto, a gramática do PB fornece du...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/163515 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/163515 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Língua portuguesa Objeto direto nulo Linguagem infantil Linguística Anaphora resolution Null object Brazilian Portuguese Child language |
| Sumario: | O quadro pronominal do português brasileiro (PB) vem passando por modificações ao longo do tempo. Desde o século XIX, o clítico acusativo de terceira pessoa (o, a) vem perdendo espaço no conjunto de pronomes. Para retomar elementos anafóricos em posição de objeto direto, a gramática do PB fornece duas estratégias no lugar do clítico: o pronome pleno (ele, ela) ou uma categoria vazia. A escolha por uma estratégia ou outra não é aleatória; acontece por influência de traços semânticos (e talvez discursivos) do referente anafórico. De acordo com a literatura sobre o assunto, os traços de animacidade e especificidade ou de gênero semântico são os que parecem condicionar o uso de pronomes e objetos nulos em PB, e é isso que investigaremos aqui. Nossa hipótese central é que apenas uma dessas características do referente seja de fato aquela que condicione o uso do pronome ou do objeto nulo na retomada anafórica: o traço de gênero semântico. Para corroborar essa hipótese, analisamos aqui a fala de crianças entre as idades de 1 a 9 anos, dos corpora do CEAAL (PUCRS) e PEUL (UFRJ). |
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