Imaginário social de pais e mães no compartilhamento dos cuidados de bebês com a creche em Cuba

A frequência de bebês às creches é um fenômeno repleto de sentidos e significações, criados pela coletividade social e subjetivados pelos indivíduos, formando um imaginário social que permeia comportamentos e interações. Esse imaginário social circula nas redes de significações que intervêm no proce...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Dalgis López
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-30092025-094056
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59141/tde-30092025-094056/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Babies
Bebês
Creche
Daycare
Imaginário social
Parental participation
Participação parental
Social imaginary
Descripción
Sumario:A frequência de bebês às creches é um fenômeno repleto de sentidos e significações, criados pela coletividade social e subjetivados pelos indivíduos, formando um imaginário social que permeia comportamentos e interações. Esse imaginário social circula nas redes de significações que intervêm no processo de inserção das crianças nas creches. A pesquisa examina um fenômeno recentemente investigado em outros países, desta vez no contexto de um país socialista, cujas características políticas, sociais, econômicas e culturais oferecem uma perspectiva analítica diferenciada. Desta forma, o objetivo da pesquisa é compreender o imaginário social de mães e pais que compartilham o cuidado e a educação de seus bebês com a creche, a partir dos significados, crenças e percepções que emergem em seus diálogos e comportamentos, no contexto de Cuba. A pesquisa é qualitativa, baseada na Rede de Significações (perspectiva histórico-cultural) e nos postulados do Imaginário Social instituído e instituinte de Castoriadis. Foi realizada com base em sete mães e cinco pais, de um círculo infantil (denominação dada às creches públicas no país). As ferramentas de coleta de dados foram: entrevistas semiestruturadas, grupo focal e diário de campo. A análise qualitativa fundamenta-se na análise da matriz sócio-histórica de Cuba e na triangulação dos resultados das ferramentas, depois de serem categorizados, para construir as significações do imaginário social e revelar o movimento entre o instituído e o instituinte. As significações são discutidas a partir do antes e durante o processo de ingresso aos círculos infantis, as interações e as percepções sobre o desenvolvimento dos bebês. Se aprecia que o compartilhamento dos cuidados e da educação dos bebês com o círculo infantil, no contexto cubano, é atravessado por tensões entre o instituído e o instituinte, revelando significações sociais em disputa que influenciam profundamente as práticas parentais. Mesmo diante de limitações e de permanências nas desigualdades de gênero, emergem transformações no imaginário social de mães e pais que ressignificam suas experiências a partir da interação com a instituição. Assim, a creche se configura como um espaço simbólico central na produção de sentidos sobre os cuidados, a parentalidade, a educação, os desafios da situação econômica e social do país, abrindo possibilidades para novas investigações em torno do desenvolvimento infantil e das dinâmicas familiares na primeira infância.