As vivências espaciais dos bebês a partir do movimento livre e da autonomia na creche

O artigo é decorrente de uma investigação etnográfica com bebês que, baseada nas contribuições do campo dos Estudos da Geografia da Infância e das discussões decorrentes da abordagem Pikler, teve como objetivo central discutir as vivências espaciais dos bebês a partir do movimento livre e da autonom...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Kelleter, Rafael Ferreira, Carvalho, Rodrigo Saballa de
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/283938
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/283938
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Creche
Bebês
Autonomia
Movimento
Daycare
Babies
Spatial experiences
Free movement
Autonomy
Descripción
Sumario:O artigo é decorrente de uma investigação etnográfica com bebês que, baseada nas contribuições do campo dos Estudos da Geografia da Infância e das discussões decorrentes da abordagem Pikler, teve como objetivo central discutir as vivências espaciais dos bebês a partir do movimento livre e da autonomia na creche. Metodologicamente, a pesquisa foi desenvolvida com oito bebês com idades entre 4 meses e 1 ano e 5 meses, durante um período de dez meses, em uma creche que fundamenta seu projeto educativo nos pressupostos teóricos da abordagem Pikler. Para a geração dos dados da pesquisa, foram utilizadas as seguintes estratégias metodológicas: observação, registro em diário de campo, registros fotográficos e fílmicos. Com base na leitura do diário de campo, assim como na decupagem das filmagens e na análise das fotografias, foram escritos episódios a respeito das vivências espaciais dos bebês ocorridas na investigação. A leitura do material gerado em campo possibilitou a identificação de recorrências presentes nas vivências espaciais dos bebês e a definição de três unidades analíticas: 1) os deslocamentos dos bebês pelos espaços da creche; 2) os bebês e as explorações das materialidades que constituem os espaços da creche; 3) as interações entre os bebês na ocupação dos espaços da creche. Com as análises, infere-se a importância de uma docência relacional pautada na promoção de espaços, tempos e materialidades, a qual possibilite que os bebês desfrutem do movimento livre e tenham a oportunidade de exercer a atividade autônoma por meio de suas vivências espaciais.