A inserção de bebês na creche e a separação como operador simbólico

Este trabalho de pesquisa consiste num esforço teórico com foco de interesse na dinâmica subjetiva vivenciada por bebês em processo de estruturação psíquica ao serem defrontados com a primeira experiência escolar, tendo como referencial a conexão psicanálise e educação. O motivo que inspirou a inves...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Souza, Andréia Aparecida Oliveira de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-01102014-141408
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-01102014-141408/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Babies
Bebês
Creche
Daycare
Psicanálise
Psychoanalysis
Separação
Separation
Subjectivity
Subjetividade
Descripción
Sumario:Este trabalho de pesquisa consiste num esforço teórico com foco de interesse na dinâmica subjetiva vivenciada por bebês em processo de estruturação psíquica ao serem defrontados com a primeira experiência escolar, tendo como referencial a conexão psicanálise e educação. O motivo que inspirou a investigação foi a busca por um pouco de entendimento em relação aos impasses vivenciados nessa passagem. O choro e a dificuldade experimentada pela mãe em confiar seu bebê a alguém desconhecido conferem à entrada da criança na creche um caráter traumático, pois representam uma separação, no discurso corriqueiramente utilizado. Para isso, encontrou-se suporte nas noções de constituição psíquica e de campo do Outro e nas operações lacanianas de alienação e separação que permitiram estabelecer um contraponto entre estruturação subjetiva e noção de desenvolvimento infantil. A partir dessa abordagem e da noção lacaniana de separação como uma operação fundante do psiquismo, foi possível propor uma leitura dos impasses que permeiam a inserção da criança no mundo público como mais uma vicissitude do vir a ser um sujeito.