[pt] LUTO E ACTING OUT: HISTÓRIAS DE VIDA E DE MORTE

[pt] Desde que o conceito de luto foi tomado como objeto de estudo pela psicanálise, há uma tendência a pensá-lo somente enquanto capacidade de vivenciar e superar as perdas por que se passa durante a vida. No entanto, ampliações teóricas nos permitem conceber também o seu importante papel no proces...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: JOSE ANTONIO MARTINS NOGUEIRA DOS REIS
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)
Repositorio:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:MAXWELL.puc-rio.br:57450
Acceso en línea:https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=57450&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=57450&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.57450
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:[pt] INTROJECAO
[pt] ACTING OUT
[pt] PERDA
[pt] LUTO
[pt] MORTE
[en] INTROJECTION
[en] ACTING OUT
[en] LOSS
[en] MOURNING
[en] DEATH
Descripción
Sumario:[pt] Desde que o conceito de luto foi tomado como objeto de estudo pela psicanálise, há uma tendência a pensá-lo somente enquanto capacidade de vivenciar e superar as perdas por que se passa durante a vida. No entanto, ampliações teóricas nos permitem conceber também o seu importante papel no processo de desenvolvimento desde os primeiros momentos da vida de um indivíduo. Partindo do conceito de luto fundamental e de sua vivência na primeira infância, promovemos uma reflexão psicanalítica sobre as perdas e o processo de luto, abordando ainda sua inter-relação com a possibilidade de elaborar os lutos por perdas na vida adulta. A partir de Freud e sua metáfora da sombra em Luto e Melancolia, propomos um entendimento de como o objeto perdido pode tanto sufocar o ego com sua sombra ou enriquecê-lo com sua luz. Para isso, retomamos os conceitos de introjeção e incorporação, diferenciando-os, e mostramos que, enquanto os processos introjetivos estão ligados à elaboração satisfatória do luto, a incorporação estaria mais ligada a processos menos saudáveis. Por fim, discute-se a questão do acting out no caso de pacientes graves que podem fazer uma escolha inconsciente por compartilhar do mesmo destino do objeto perdido diante da impossibilidade de elaboração de uma perda. Tal escolha pode se traduzir no engajamento em comportamentos compulsivos, situações de risco e/ou autodestrutivas, além de formas diretas e indiretas de suicídio. Neste sentido, são apresentados fragmentos de casos clínicos – as histórias de vida e de morte – para ilustrar algumas dessas situações.