[pt] EU TAMBÉM PERDI MEU FILHO: LUTO PATERNO NA PERDA GESTACIONAL/NEONATAL

[pt] O luto é um processo natural e esperado diante do rompimento de um vínculo significativo. Socialmente ainda é desconsiderado o pesar perante a perda gestacional/neonatal, sendo uma categoria de Luto Não Reconhecido. Os homens são socialmente incitados a evitar suas emoções e a não entrar em con...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: ERICA TAVARES QUINTANS
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)
Repositorio:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:MAXWELL.puc-rio.br:34141
Acceso en línea:https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=34141&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=34141&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.34141
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:[pt] LUTO
[pt] PERDA NEONATAL
[pt] LUTO NAO RECONHECIDO
[pt] LUTO PATERNO
[pt] PERDA GESTACIONAL
[en] MOURNING
[en] NEONATAL LOSS
[en] UNRECOGNIZED GRIEF
[en] PATERNAL GRIEF
[en] GESTATIONAL LOSS
Descripción
Sumario:[pt] O luto é um processo natural e esperado diante do rompimento de um vínculo significativo. Socialmente ainda é desconsiderado o pesar perante a perda gestacional/neonatal, sendo uma categoria de Luto Não Reconhecido. Os homens são socialmente incitados a evitar suas emoções e a não entrar em contato com seus sentimentos, existindo a ideia de que eles não se enlutem pela perda de um(a) filho(a) no período gestacional/neonatal. O presente estudo pretendeu pesquisar a vivência de homens sobre o luto na perda de um(a) filho(a) no período gestacional/neonatal. Para isso, foi realizada, inicialmente, uma revisão da literatura de estudos do tema, na qual foram encontrados poucos registros sobre o assunto, os existentes sendo internacionais. Após essa etapa, foi realizado um estudo exploratório por meio de 10 entrevistas semi-estruturadas, baseadas em um roteiro previamente delineado. Foram realizadas 3 entrevistas piloto. A análise dos resultados foi feita a partir do Método de Explicitação do Discurso Subjacente (MEDS). Do discurso dos sujeitos emergiram 8 categorias de análise: Foi perda mesmo… e eu também senti; Cuide dela e segure firme, porque você precisa ser forte!; Não vamos falar sobre isso; Algo mudou entre nós; Ritual: um momento singular, para uma experiência singular; Algumas coisas tornaram esta experiência mais fácil… Outras coisas a tornaram ainda mais difícil; Existe um sentido para o que eu vivi; No futuro eu quero... Como resultado destaca-se o fato de os homens sentirem diversas emoções profundas ante a perda de um filho no período gestacional/neonatal, ainda que, muitas vezes, não encontrem um suporte social efetivo. Em relação aos rituais de despedida, os homens encontram-se divididos quanto a sua realização. Entretanto, o relacionamento conjugal parece ser a fonte de apoio necessária para vivenciar as emoções e saírem fortalecidos dessa experiência. A maioria dos homens parece ter conseguido encontrar um sentido para suas experiências, percebendo que são pessoas melhores após perderem os(as) seus(uas) filhos(as). A partir da perda, muitos têm uma perspectiva de futuro e de reconstrução de suas vidas, desejando ter mais filhos ou mudar de cidade. Ficou evidente que, quando existe a oportunidade, os homens falam abertamente sobre como foi, para eles, a experiência de perder os(as) seus(uas) filhos(as).