[pt] O SILÊNCIO DA MORTE NO CONTEXTO DE UTI
[pt] Na atualidade, prevalece uma cultura pautada no ideal de consumo e bem-estar, onde o reconhecimento social está associado à ideia de sucesso e felicidade. Portanto, não convém ao sujeito falar sobre o seu sofrimento. Logo, se a morte gera sofrimento, ela deve ser silenciada. Tal olhar sobre a m...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de documento: | tese |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) |
| Repositório: | Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell) |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:MAXWELL.puc-rio.br:50849 |
| Acesso em linha: | https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=50849&idi=1 https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=50849&idi=2 http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.50849 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | [pt] PSICANALISE [pt] UTI [pt] LUTO [pt] MORTE [en] PSYCHOANALYSIS [en] ICU [en] MOURNING [en] DEATH |
| Resumo: | [pt] Na atualidade, prevalece uma cultura pautada no ideal de consumo e bem-estar, onde o reconhecimento social está associado à ideia de sucesso e felicidade. Portanto, não convém ao sujeito falar sobre o seu sofrimento. Logo, se a morte gera sofrimento, ela deve ser silenciada. Tal olhar sobre a morte é atestado por Ariès (2003), que diz que na sociedade contemporânea falar sobre a morte é um tabu. O interdito da morte ingressou no processo de ensino-aprendizagem dos profissionais de saúde, sobretudo dos médicos. Esta interdição faz parte do processo civilizador moderno e está atrelada às conquistas do iluminismo científico, que criou socialmente a solidão dos moribundos e enlutados. Houve um enfraquecimento dos rituais públicos em torno da morte e, consequentemente, um fortalecimento da medicalização pela ciência. A morte passou a ser medicalizada, por meio de tecnologias, assim como o luto. Contudo, não há como negar a tristeza gerada pela morte de um familiar. Freud (1996j/1917) entoa a relevância do exame de realidade e o fator tempo. O autor aponta que é justamente entrando em contado com os sentimentos que envolvem a perda de um ente querido que se possibilita a elaboração do luto. Diante disso, o presente trabalho tem o objetivo de problematizar como a morte e o luto são retratados nos dias atuais e nas instituições hospitalares e seu impacto sobre as pessoas que vivenciam uma experiência de perda de um ente querido. A pesquisa consiste em um estudo teórico sobre o tema, pautado na bibliografia disponível sobre o assunto, tendo como eixo teórico principal a teoria psicanalítica. |
|---|