Pessoa e relação em João Duns Scotus

Duns Scotus, a partir da teologia sobre a Trindade, prefere o conceito de pessoa de Ricardo de S. Vítor - "existência incomunicável" - ao de Boécio - "substância individual de natureza racional" -, para que sob tal conceito pudessem estar igualmente as pessoas divinas, os anjos e...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Almeida, Juliano Ribeiro
Tipo de recurso: artículo
Fecha de publicación:2018
País:España
Institución:Universitat Autònoma de Barcelona
Repositorio:Dipòsit Digital de Documents de la UAB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ddd.uab.cat:199207
Acceso en línea:https://ddd.uab.cat/record/199207
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Incomunicabilidade
Existência
Trindade
Pessoalidade
Incommunicability
Existence
Trinity
Personhood
Descripción
Sumario:Duns Scotus, a partir da teologia sobre a Trindade, prefere o conceito de pessoa de Ricardo de S. Vítor - "existência incomunicável" - ao de Boécio - "substância individual de natureza racional" -, para que sob tal conceito pudessem estar igualmente as pessoas divinas, os anjos e as pessoas humanas. Na obra primitiva Lectura, Scotus, seguindo sua doutrina sobre o princípio de individuação como sendo a differentia individualis, defende que as pessoas divinas existem independentemente das relações intratrinitárias, já que relatio é uma das categorias, existindo, portanto, apenas ao inerir à substância, que lhe é anterior. Porém, na amadurecida obra Ordinatio, Scotus prefere aderir à tradição agostiniana e tomista, segundo a qual as pessoas divinas consistem nas relações entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo; porém, mantendo o conceito ricardiano de pessoa como existência incomunicável, Scotus afirma a pessoa como ultima solitudo, autônoma, mas em relações transcendentais.