"Longe dos olhos, longe do coração"

Investigações realizadas com duas associações de moradores de Porto Alegre evidenciaram que as distâncias estruturais e relacionais entre os indivíduos se reproduzem na conformação das redes associativas. Desse modo, o objetivo deste artigo é identificar e analisar mecanismos que permitem explicar a...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Zanata Junior, Rui, Silva, Marcelo Kunrath
Formato: artículo
Fecha de publicación:2012
País:España
Recursos:Universitat Autònoma de Barcelona
Repositorio:Dipòsit Digital de Documents de la UAB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ddd.uab.cat:97676
Acesso em linha:https://ddd.uab.cat/record/97676
https://dx.doi.org/urn:doi:10.5565/rev/redes.431
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Associacionisme urbà
Distància social
Invisibilitat
Homofília
Associativismo urbano
Distância social
Invisibilização
Homofilia
Urban associations
Social distance
Invisibility
Homophily
Descrição
Resumo:Investigações realizadas com duas associações de moradores de Porto Alegre evidenciaram que as distâncias estruturais e relacionais entre os indivíduos se reproduzem na conformação das redes associativas. Desse modo, o objetivo deste artigo é identificar e analisar mecanismos que permitem explicar a associação entre as distâncias estrutural e relacional - ou seja, a homofilia - observada no associativismo urbano. Frente à impossibilidade de abordar adequadamente os diversos mecanismos causais da homofilia, optou-se por focalizar um que, hipoteticamente, parece desempenhar papel central num contexto de profunda desigualdade como o brasileiro: o mecanismo de invisibilização. Assim, são investigadas as relações e os deslocamentos de indivíduos como um recurso metodológico para analisar os padrões homofílicos observados na atuação das organizações às quais eles pertencem. A análise realizada possibilita sustentar empiricamente a presença e importância do mecanismo invisibilização. De um lado, a invisibilização se expressa na tendência de que indivíduos em posições subalternizadas estejam ausentes dos espaços e relações que estruturam o cotidiano dos indivíduos pesquisados. Tal ausência diminui (e, no limite, impede) a possibilidade de que relações significativas e duradouras se estabeleçam entre desiguais. Por outro, mesmo quando aquela tendência é rompida e os entrevistados interagem com indivíduos e organizações em posições inferiorizadas, observa-se que tal interação tende a não produzir vínculos relevantes.