"Longe dos olhos, longe do coração" : invisibilização e homofilia nas redes associativas
Investigações realizadas com duas associações de moradores de Porto Alegre evidenciaram que as distâncias estruturais e relacionais entre os indivíduos se reproduzem na conformação das redes associativas. Desse modo, o objetivo deste artigo é identificar e analisar mecanismos que permitem explicar a...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/188691 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/188691 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Homofilia Associativismo urbano Distância social Urban associations Social distance Invisibility Homophily |
| Sumario: | Investigações realizadas com duas associações de moradores de Porto Alegre evidenciaram que as distâncias estruturais e relacionais entre os indivíduos se reproduzem na conformação das redes associativas. Desse modo, o objetivo deste artigo é identificar e analisar mecanismos que permitem explicar a associação entre as distâncias estrutural e relacional – ou seja, a homofilia – observada no associativismo urbano. Frente à impossibilidade de abordar adequadamente os diversos mecanismos causais da homofilia, optou-se por focalizar um que, hipoteticamente, parece desempenhar papel central num contexto de profunda desigualdade como o brasileiro: o mecanismo de invisibilização. Assim, são investigadas as relações e os deslocamentos de indivíduos como um recurso metodológico para analisar os padrões homofílicos observados na atuação das organizações às quais eles pertencem. A análise realizada possibilita sustentar empiricamente a presença e importância do mecanismo invisibilização. De um lado, a invisibilização se expressa na tendência de que indivíduos em posições subalternizadas estejam ausentes dos espaços e relações que estruturam o cotidiano dos indivíduos pesquisados. Tal ausência diminui (e, no limite, impede) a possibilidade de que relações significativas e duradouras se estabeleçam entre desiguais. Por outro, mesmo quando aquela tendência é rompida e os entrevistados interagem com indivíduos e organizações em posições inferiorizadas, observa-se que tal interação tende a não produzir vínculos relevantes. |
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