O canto das vozes esquecidas: as tradições orais no cinema de Assia Djebar

Embora o envolvimento de mulheres nas revoluções africanas, especialmente na Argélia, seja um fato reconhecido no curso da história (Bedjaoui, 2020), ao observar filmes produzidos no contexto africano que buscam a reconstituição de tais acontecimentos, é possível perceber ausências quanto ao modo co...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Maia, Guilherme, Lima, Morgana Gama de
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:España
Institución:Universidad de Sevilla (US)
Repositorio:idUS. Depósito de Investigación de la Universidad de Sevilla
OAI Identifier:oai:idus.us.es:11441/154891
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11441/154891
https://doi.org/10.12795/Comunicacion.2023.v21.i02.06
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Assia Djebar
Tradições orais
Memória
Voz
Tradiciones orales
Memoria
Descripción
Sumario:Embora o envolvimento de mulheres nas revoluções africanas, especialmente na Argélia, seja um fato reconhecido no curso da história (Bedjaoui, 2020), ao observar filmes produzidos no contexto africano que buscam a reconstituição de tais acontecimentos, é possível perceber ausências quanto ao modo como essa participação feminina foi representada. Logo, no presente trabalho propomos uma abordagem em torno dos filmes La Nouba des femmes du Mont Chenoua (1975-1977) e La Zerda, les chants de l’oubli (1978-1982), realizados pela cineasta argelina Assia Djebar (1936-2015), partindo da hipótese de que tais produções além de permitirem outros modos de representação das mulheres na revolução argelina, também convidam a uma outra compreensão da narrativa histórica ao se apropriar de elementos das tradições orais como recurso retórico da narrativa fílmica (Soulez, 2011). Um processo que tem início na valorização de contos e cantos como fontes inspiradoras na composição da narrativa fílmica e que, por meio da análise, oferece possíveis contribuições sobre a forma como pensamos a oralidade nos cinemas africanos, de modo geral, e de modo específico, sobre o potencial da voz (Chion, 1992; Châteauvert, 1996), especialmente feminina, em acionar memórias, por meio da narrativa fílmica em favor da revisão de fatos históricos.