Língua, Exílio e Memória: uma leitura comparativa de Le Premier Homme, de Albert Camus e La disparition de la langue française, de Assia Djebar
Este estudo propõe uma análise comparativa entre Le Premier Homme, de Albert Camus, e La disparition de la langue française, de Assia Djebar, tendo como contexto os impasses que cercaram a colonização francesa da Argélia, bem como o período posterior à sua independência, a partir da reflexão sobre a...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-08012014-153130 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8146/tde-08012014-153130/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Albert Camus Assia Djebar Language Língua Literatura de expressão francesa Literature of french expression Memória Memory |
| Sumario: | Este estudo propõe uma análise comparativa entre Le Premier Homme, de Albert Camus, e La disparition de la langue française, de Assia Djebar, tendo como contexto os impasses que cercaram a colonização francesa da Argélia, bem como o período posterior à sua independência, a partir da reflexão sobre as inter-relações língua, exílio e memória. Albert Camus é um escritor de origem francesa, nascido na Argélia. Assia Djebar é uma argelina de origem árabe, que escreve em francês. Nos romances em questão, parte-se da perspectiva da vida privada dos protagonistas para alcançar o espaço da memória coletiva tanto de franceses pobres quanto de árabes. Jacques Cormery e Berkane constituem-se como porta-vozes de seus antepassados, restituindo-lhes o direito a uma memória esfacelada e vista como desimportante pelo poder colonial. A fim de estabelecer essa leitura comparativa, procura-se compreender a relevância da literatura magrebina de língua francesa, com destaque para a produção da Argélia, em paralelo aos princípios ético-culturais da École dAlger, movimento ao qual se associava Albert Camus. A seguir, refletimos sobre as relações entre os conceitos de literatura e história, ficção e autobiografia, fundamentais à análise propriamente dita de ambos os romances. |
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