O fenômeno da impostora na universidade pública: uma análise estatística

Este estudo buscou verificar se há a presença do Fenômeno da Impostora (FI) em professoras de uma universidade pública no sul do Brasil, que é quando mulheres atribuem seu sucesso à sorte ou outro fator, mas não à sua competência para chegarem aonde estão. Fez-se uma análise estatística inferencial...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autores: Mello, Simone Portella Teixeira de, Iepsen, Luã Borges, Soares, Isabel Teresinha Dutra, Rodrigues, Camilo Cardoso Hise, Hubner , Cristiane Medianeira Canabarro Flores
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)
Repositorio:Research, Society and Development
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/41931
Acesso em linha:https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/41931
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Imposter phenomenon
Imposter syndrome
Female professor
CIPS - Clance Impostor Phenomenon Scale
Impostor Phenomenon Scale.
Fenômeno da impostora
Síndrome da impostora
Mulheres docentes
CIPS - Escala do Fenômeno da Impostora de Clance
Escala do Fenômeno da Impostora.
Fenómeno impostor
Síndrome del impostor
Maestras
CIPS - Escala de Fenómenos Impostores de Clance
Escala de Fenómenos Impostores.
Descrição
Resumo:Este estudo buscou verificar se há a presença do Fenômeno da Impostora (FI) em professoras de uma universidade pública no sul do Brasil, que é quando mulheres atribuem seu sucesso à sorte ou outro fator, mas não à sua competência para chegarem aonde estão. Fez-se uma análise estatística inferencial e os resultados revelam que quanto maior a idade, menos impostoras essas docentes se consideram. Em paralelo, quanto maior o tempo de serviço na universidade, menor a presença do FI. A qualificação não interfere na maior ou menor presença do FI, assim como estar em algum cargo de chefia. Embora a literatura mostre que mulheres que trabalham em áreas predominantemente ocupadas por homens possuem maior presença do fenômeno, neste estudo isso não se evidencia. O FI é contemporâneo e está disseminado, seja em maior ou menor proporção. Os dados obtidos neste estudo indicam que parte dessas docentes precisa acreditar mais em si, desenvolvendo mais sua autoestima. A universidade precisa colaborar nisso, desenvolvendo ações que superem o “tokenismo” de modo a amenizar o cenário encontrado, que oprime e adoece. A ambivalência de ser bem-sucedida e não apreciar isso precisa mudar.