Do império à república: a busca das histórias não únicas em Gungunhana: Ualalapi e as mulheres do imperador (2018), de Ungulani Ba Ka Khosa
As literaturas africanas de língua portuguesa nos dão provas do quanto essas produções literárias não são apenas uma (re)criação despropositada da realidade, principalmente aquelas produzidas no pós-independência. Além de se tornarem documentos da memória cultural de um povo, elas nos abrem possibil...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/41521 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41521 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES Ungulani Ba Ka Khosa Ualalapi Literatura moçambicana As mulheres do imperador Ngungunhane Literatura - História e crítica Khosa, Ungulani Baka, 1957 Narrativa histórica Ngungunhane, Emperor of Gaza, approximately 1850-1906 Mulheres - História The Emperor's Wives Mozambican literature |
| Sumario: | As literaturas africanas de língua portuguesa nos dão provas do quanto essas produções literárias não são apenas uma (re)criação despropositada da realidade, principalmente aquelas produzidas no pós-independência. Além de se tornarem documentos da memória cultural de um povo, elas nos abrem possibilidades outras de leituras e conhecimento das cosmovisões africanas. Este trabalho pretende analisar as narrativas Ualalapi e as Mulheres do Imperador (2018), de Ungulani Ba Ka Khosa, com destaque para a relação entre história e literatura. O autor se destaca como um dos escritores moçambicanos que se propõe a (re)contar a história do seu próprio país, através da literatura, atentando-se para o perigo das histórias únicas e o quanto elas são carregadas de apagamentos e silenciamentos históricos. O uso da análise textual, como metodologia e uma abordagem qualitativa, nos permitiu concluir que o autor vai ao encontro de postulados teóricos pós-coloniais, através da percepção e questionamento das relações nas forças de poder que envolve a criação, circulação e controle das narrativas. As pistas deixadas pelo próprio escritor nos textos sobre as desconfianças das verdades históricas foram seguidas no decorrer da pesquisa, para, assim, chegarmos a um melhor entendimento da sua escrita e proposta de autoinscrição, assim como propõe Achille Mbembe (2001). Constatou-se o empenho do autor de não apenas aludir aos fatos, mas também remontá-los, utilizando fontes locais, circulares e de dentro. Entre outros teóricos e pensadores, as contribuições de Mbembe (2001; 2018), Adichie (2009), Mata (2003), Benjamin (1987) e Vilhena (1999) servirão como escopo crítico-teórico da construção da pesquisa. |
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