Entre literatura, histórias e “estórias”, a ora(li)tura: Ualalapi (1987), de Ungulani Ba Ka Khosa

O surgimento da literatura moçambicana em português está diretamente ligado ao aparecimento de jornais e periódicos tanto no período colonial como também no período pós-independência. A década de 80 do século XX foi considerada, por alguns estudiosos dessa literatura, como uma das mais produtivas, n...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Dultra, Rodrigo Santos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/42103
Acceso en línea:https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42103
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
Literatura moçambicana moderna
Ualalapi, de Ungulani Ba Ka Khosa
Literatura e história em Ualalapi
Narrativa moçambicana pós-colonial
Mozambican Literature
Ualalapi of Ungulani Ba Ka Khosa
Literature and History in Ualalapi
Post-Colonial Mozambican Narrative
Descripción
Sumario:O surgimento da literatura moçambicana em português está diretamente ligado ao aparecimento de jornais e periódicos tanto no período colonial como também no período pós-independência. A década de 80 do século XX foi considerada, por alguns estudiosos dessa literatura, como uma das mais produtivas, não só pelo aparecimento de novos grupos como também pela institucionalização dessa literatura. Ungulani Ba Ka Khosa é um dos escritores que surge nesse período e publica, em 1987, o livro Ualalapi. O atual trabalho objetiva examinar as formas como o autor construiu e reconstruiu a figura histórica de Ngungunhane, último imperador do reino de Gaza, bem como fez os acontecimentos históricos oscilarem entre a historiografia e a literatura. Objetiva também entender os modos como o autor compõe as narrativas acrescentando elementos próprios da contação de história próprios da tradição oral africana. Esta análise é impetrada através de operadores de leitura ocidentais e africanos articulados, destacando-se o conceito de metaficção historiográfica, da pesquisadora canadense Linda Hutcheon, submetido a diálogo com mecanismos prevalentes de construção discursiva tradicionais africanos, calcados na vertente proverbial e profética que atravessa o texto em articulação com a oralidade apontados por críticos e escritores africanos Lourenço do Rosário, Ana Mafalda Leite e Manuel Rui Monteiro. Em causa, os poderes da linguagem, da palavra e do discurso em estreita correlação da potência da literatura em (re)construir histórias, situações e sujeitos discursivos e históricos, em constante interlocução/interpelação distendida com a historiografia e outras textualidades oficiais, com vistas à implementação de projetos culturais amplos, políticos, éticos e estéticos, de nação, de cultura e de literatura.