Todos os nomes do forte: espaço, memória e patrimônio através da Fortaleza de Santa Cruz em Itamaracá, Pernambuco

A presente dissertação surge de uma inquietação provocada pela repetição, dentro e fora das aulas de História, da afirmação “se tivéssemos permanecido colônia holandesa, estaríamos em condições melhores”. Que valores e percepções autorizam essa afirmação? A quem eles pertencem? A difusão dessa verda...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: DANTAS, Albino Mário Santos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2:tede2/9462
Acceso en línea:http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/9462
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Patrimônio cultural
Memória
Arqueologia
Forte Orange (Ilha de Itamaracá, PE)
CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
Descripción
Sumario:A presente dissertação surge de uma inquietação provocada pela repetição, dentro e fora das aulas de História, da afirmação “se tivéssemos permanecido colônia holandesa, estaríamos em condições melhores”. Que valores e percepções autorizam essa afirmação? A quem eles pertencem? A difusão dessa verdade parece compor um imaginário tangibilizado no patrimônio cultural material eleito pelo Estado. A fragmentação provocada por uma aceleração dos tempos, no entanto, conduz cada vez mais a uma ‘amnésia’ que permite um controle do Futuro através da reconstrução voluntária do Passado. O Patrimônio Cultural como elemento representativo de uma camaradagem social atua, ao mesmo tempo, como uma ‘máquina da memória’ e legitimador de um determinado regime de historicidade. Esse regime traz consigo um conjunto de valores, percepções e atitudes que são universalizados e cujos usos são basilares para a identidade de uma parte da sociedade. Naqueles que se constituem nessa identidade há uma relação de pertencimento expressa, sobretudo, no patrimônio em pedra e cal. Entretanto, para aqueles que não compartilham dessa identidade ou de seus elementos formadores cabe o esquecimento ou a adoção de memórias teatralizadas que têm na pedra e cal seu palco de atuação.