Nos fragmentados degraus do tempo : por uma história e memória do patrimônio de Vila Velha de Itamaracá

Este trabalho tem por objetivo lançar mão no campo da historiografia de uma discussão da marca da relação entre a ciência história e sua articulação no tempo e da construção dos espaços de memória. Entender como a memória se projeta em um panorama cultural ligado a um conjunto de bens patrimoniais s...

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Detalhes bibliográficos
Autor: SILVA, Nátalli Emanuelli Araújo da
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2:tede2/6186
Acesso em linha:http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/6186
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Patrimônio cultural
Memória
Historiografia
Vila Velha (Ilha de Itamaracá)
Turismo
Ilha de Itamaracá (PE)
CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
Descrição
Resumo:Este trabalho tem por objetivo lançar mão no campo da historiografia de uma discussão da marca da relação entre a ciência história e sua articulação no tempo e da construção dos espaços de memória. Entender como a memória se projeta em um panorama cultural ligado a um conjunto de bens patrimoniais significa relativizar os elementos da própria memória enquanto ação seletiva inerente ao ser humano. Ao escolhermos tal ou qual bem patrimonial como marcas da nossa identidade cultural estamos legitimando um sem número de condições históricas que podem ou não terem sido conduzidas dentro de uma lógica política e social. As condições de construção de uma história e memória do patrimônio para a Vila Velha da Ilha de em determinado momento do século XX, a saber, a entre as décadas de 1980 e 2000, são o tema de discussão deste texto. As tensões gestadas em torno da edificação deste cenário patrimonial são da ordem das políticas, das redes intelectuais de elaboração conceitual, da construção de discursos de poder nacionais e sobretudo, de um patrimônio pensado como atividade turística mais de não preparado para isso. O trabalho busca dentro deste panorama trazer as discussões historiográficas relativas à história da Ilha, bem como documentos primários e fontes diversas competentes à cartografia e a geografia, bem como a nossa mais valiosa fonte os registros orais atuais, que são a ponte entre os questionamentos e as demais fonte. A discussão encarada neste texto considera ainda a ordem dos tempos em que história e memórias são gestadas, que se efetuam e significam a fim de se legitimarem mutuamente em um jogo de equilíbrio e sensibilidades sempre em construção.