Ser e fenomenalidade: investigação sobre o possível em Martin Heidegger
Esta tese investiga a relação entre fenomenalidade e possibilidade no pensamento de Martin Heidegger. Ela busca mostrar que essa relação deve ser compreendida enquanto uma questão fundamental da fenomenologia, que alcança sua clareza no pensamento heideggeriano. Em termos formais, fenomenalidade des...
| Author: | |
|---|---|
| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2020 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:www.bdtd.uerj.br:1/16517 |
| Online Access: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/16517 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Phenomenology Ontology Transcendentalism Possibility Fenomenologia Heidegger, Martin, 1889-1976 Husserl, Edmund, 1859-1938 Ontologia Transcendentalismo Possibilidade CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::METAFISICA |
| Summary: | Esta tese investiga a relação entre fenomenalidade e possibilidade no pensamento de Martin Heidegger. Ela busca mostrar que essa relação deve ser compreendida enquanto uma questão fundamental da fenomenologia, que alcança sua clareza no pensamento heideggeriano. Em termos formais, fenomenalidade designa aquilo que constitui um fenômeno enquanto fenômeno. Se o movimento fenomenológico se caracteriza pela análise intencional dos fenômenos, isto é, pelo esclarecimento da correlação em que se dá a manifestação de algo como algo, a questão da fenomenalidade tem em vista explicitar as condições que determinam a estrutura da manifestação enquanto tal. Ao longo do trabalho, mostramos que a questão do ser ganha seu sentido enquanto é interpretada à luz desse problema. Nossa tese é a de que a ontologia fundamental, formulada por Heidegger em Ser e Tempo, tem em vista fornecer uma fundação existencial da fenomenalidade, na qual o ser-aí humano não é investigado com vistas à exposição de uma antropologia (uma ontologia regional), e sim como o lugar de manifestação dos entes em geral ou como o lugar do transcendental. Essa fundação da fenomenalidade é estruturada segundo um conceito original de possibilidade existencial, que distingue a própria constituição ontológica do ser-aí enquanto um ente marcado pelo caráter de poder-ser. No primeiro capítulo do trabalho, apresentamos uma interpretação sistemática das primeiras preleções de Freiburg (1919-1923), onde Heidegger formula sua compreensão da fenomenologia, busca esclarecer a vida fática enquanto estrutura primordial da experiência e determina o caráter da vida enquanto possibilidade. O tema do segundo capítulo é a interpretação da questão do ser à luz da fenomenologia. Partindo da análise do que Heidegger chama de uma crítica imanente à fenomenologia, buscamos mostrar como a ontologia fundamental deve ser compreendida como um esclarecimento do transcendental em termos existenciais e em que medida, a partir disso, o ser-aí humano passa a ter uma relação com a essência da manifestação em geral. No terceiro capítulo, aprofundamos essa análise, esclarecendo o sentido existencial de possibilidade e os conceitos de compreensão e projeto. Por fim, consideramos no quarto capítulo a relação entre mundo e possibilidade, mostrando como a fenomenologia heideggeriana formula uma noção ontológica de contexto, noção essa que constitui a possibilidade da experiência e implica uma transformação radical da subjetividade do sujeito. |
|---|