Dieta e morfologia trófica de duas espécies simpátricas de peixes voadores (Hemidous microlepis e Hemiodus unimaculatus) na região do médio curso do rio Tocantins, na área de influência da UHE Luís Eduardo Magalhães - TO

Neste trabalho foram determinados aspectos importantes sobre a dieta das espécies de peixes voadores, Hemiodus microlepis e Hemiodus unimaculatus, ao longo do rio Tocantins e tributários na região da UHE Luís Eduardo Magalhães. Foram verificados períodos de atividade alimentar, utilização de recurso...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Maquiaveli, Claudia do Carmo [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2006
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/99564
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/99564
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Peixe
Piau-voador
Descripción
Sumario:Neste trabalho foram determinados aspectos importantes sobre a dieta das espécies de peixes voadores, Hemiodus microlepis e Hemiodus unimaculatus, ao longo do rio Tocantins e tributários na região da UHE Luís Eduardo Magalhães. Foram verificados períodos de atividade alimentar, utilização de recursos, sobreposição e morfologia trófica, das duas espécies de peixes voadores. As espécies de Hemiodus consumiram detrito e algas filamentosas como itens principais. Diferenças estatísticas significativas quanto ao consumo do detrito do fundo e do perifíton, foram relacionadas às características morfológicas tróficas de cada espécie e às diferenças sazonais ao longo do ano, entre os pontos de coleta. Quanto às variáveis morfológicas tróficas, o comprimento do intestino, o comprimento da cabeça e o comprimento da mandíbula inferior diferiram estatisticamente entre H. microlepis e H. unimaculatus. Em todos os locais de coleta, a maior quantidade de detrito nos estômagos de H. microlepis, pode ser justificada pelo número de dentes na mandíbula superior e de rastros branquiais. Em média, essas variáveis foram mais numerosas para H. microlepis, porque auxiliaram na retenção de partículas menores de alimento na cavidade orofaríngea. Verificamos que as duas espécies de peixes voadores foram diurnas, porém H. microlepis alimentou-se preferencialmente ao meio dia, ao passo que H. unimaculatus teve hábito diurno crepuscular. A sobreposição da dieta foi alta durante todo o período de estudo, exceto no mês de junho. Características morfológicas, atividade alimentar e diferenças na utilização do substrato de fundo foram relacionadas à partilha de recursos e coexistência de H. microlepis e H. unimaculatus ao longo de sua história evolutiva e as interações mais recentes no novo ambiente formado, após o represamento do rio Tocantins.