O desertor dos desertores: Silva Alvarenga e o poema herói-cômico no século XVIII
O Desertor, poema herói-cômico de Manuel Inácio da Silva Alvarenga, publicado em 1774, recebeu pouca atenção da crítica. Com algumas exceções, o que se observa são leituras desinteressadas, marcadas por um viés romântico que buscou na poesia luso-brasileira do século XVIII marcas de \"cor local...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-29072020-193414 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-29072020-193414/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Comédia Comedy Luso-Brazilian poetry Poesia luso-brasileira Pombaline reforms in education Reformas pombalinas no ensino Sátira Satire Universidade University |
| Sumario: | O Desertor, poema herói-cômico de Manuel Inácio da Silva Alvarenga, publicado em 1774, recebeu pouca atenção da crítica. Com algumas exceções, o que se observa são leituras desinteressadas, marcadas por um viés romântico que buscou na poesia luso-brasileira do século XVIII marcas de \"cor local\" que antecipariam o desenvolvimento de um sentimento nacionalista. Por isso, compreendem ser uma deficiência a matriz ideológica da obra e não consideram o poema por meio do interesse poético pela convenção que norteou as letras do Setecentos. Diante disso, este trabalho procura analisar o poema herói-cômico de Silva Alvarenga a partir das convenções poéticas e retóricas que orientaram a poesia do período. Primeiramente, buscou-se reconstituir o contexto histórico de produção do poema, marcado pelo \"absolutismo ilustrado\" em alguns estados da Europa, cujas práticas ilustradas da administração do Marquês de Pombal se aproximaram e resultaram num poderoso aparelho de propagação, financiando e protegendo poetas para que exaltassem as realizações de sua governança. Em seguida, tentou-se compreender o poema herói-cômico por meio da doutrina poética do Setecentos, tomando a Arte Poética, de Francisco José Freire, como principal referencial. Por fim, analisa-se o modo de composição de O Desertor e o uso que faz o poema de procedimentos cômicos e satíricos na deformação de elementos próprios da epopeia, ridicularizando vícios e, por oposição, ratificando valores do Estado, particularizados na reforma dos estudos. |
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