Práticas de vida. Entre Semiótica, comunicação e política

O objetivo do presente artigo é reafirmar e debater a necessidade de uma perspectiva sociosemiopolítica e semiótico-comunicacional no estudo das práticas de vida. Defende-se a tese de que tal abordagem deveria fundar-se em dois movimentos teórico-metodológicos: (i) na edificação de pontes en...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Demuru, Paolo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Estudos Semióticos
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/138409
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/esse/article/view/138409
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Practices
Semiotics
Communication
Politics
práticas
semiótica
comunicação
política
Descripción
Sumario:O objetivo do presente artigo é reafirmar e debater a necessidade de uma perspectiva sociosemiopolítica e semiótico-comunicacional no estudo das práticas de vida. Defende-se a tese de que tal abordagem deveria fundar-se em dois movimentos teórico-metodológicos: (i) na edificação de pontes entre a análise de micro e a análise de macro configurações de sentido, que revelem os elos que as práticas tecem com outras práticas, textos, discursos e ideologias do universo ou dos universos socioculturais em que se inscrevem, a fim de desvendar as relações de força que se escondem nos meandros da existência, bem como as resistências que os sujeitos lhe opõem; (ii) no vínculo entre a análise das práticas “em ato” e à análise de suas representações discursivas, sejam estas produzidas pelos sujeitos nelas envolvidos ou por enunciadores externos. Nesta perspectiva, o que define a identidade de uma prática não é apenas o ato performativo ou a cena predicativa “em si”, mas também as narrações – principalmente, hoje em dia, as narrações midiáticas, tanto das velhas quanto das novas mídias digitais – que, de algum modo, a instruem, a moldam e a dirigem, contribuindo, para usarmos os termos de Paul Ricoeur, a configurar, refigurar e, muitas vezes, prefigurar seu sentido.