Sobre a atuação normativa e a capacidade institucional do Conselho Nacional de Justiça

O artigo analisa a atuação normativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), frequentemente negligenciada pela produção acadêmica, destacando seu papel na estrutura do Poder Judiciário brasileiro como órgão com centralidade administrativa, potencial de convergência e capacidade de formulação de polít...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Rodrigues Tavares, Aderruan
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Repositorio:Revista CNJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.titanio36.cnj.jus.br:article/670
Acceso en línea:https://www.cnj.jus.br/ojs/revista-cnj/article/view/670
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Conselho Nacional de Jusitça
atuação normativa
capacidade institucional
Pandemia do COVID-19
casamento homoafetivo
Administração da Justiça
Conselho Nacional de Justiça
Atos normativos primários
Descripción
Sumario:O artigo analisa a atuação normativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), frequentemente negligenciada pela produção acadêmica, destacando seu papel na estrutura do Poder Judiciário brasileiro como órgão com centralidade administrativa, potencial de convergência e capacidade de formulação de políticas públicas. Utilizando as categorias de atuação normativa e capacidade institucional como instrumentos analíticos, a pesquisa adota abordagem teórica para examinar dois casos específicos: a Resolução CNJ n. 175/2013, que reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e a atuação normativa do CNJ durante a pandemia da covid-19. A análise evidencia que a posição central ocupada pelo CNJ na arquitetura do Poder Judiciário permite sua atuação estratégica em temas estruturais e emergenciais, sendo determinante tanto para a institucionalização de direitos quanto para a organização administrativa do sistema de justiça em contextos de crise. Conclui-se que o CNJ atua como instância normativa e organizadora essencial, consolidando-se como porta de entrada e de saída para questões relevantes à estrutura interna do Judiciário.