VIVÊNCIAS NA ESCASSEZ HÍDRICA: A REALIDADE SOCIAL E ECONOMICA NO SEMIARIDO PIAUIENSE

Com o objetivo de conhecer as dificuldades diárias da população do Território Vale do Guaribas, causadas pela restrição ao acesso de água, este estudo coletou dados da região do semiárido piauiense concernente ao vale do rio Guaribas, que mostram que o uso doméstico de água ainda sofre restrições, i...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Gonçalves de Carvalho, Francisco Antônio, Gomes Reis Lopes , Wilza, Vanessa Vieira Chaves , Sammya, Assunção de Moraes , Thiago
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
Repositorio:PRACS: Revista Eletrônica de Humanidades do Curso de Ciências Sociais da UNIFAP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.200.139.21.65:article/562
Acceso en línea:https://periodicos.unifap.br/pracs/article/view/562
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Escassez de água
Políticas assistenciais
Semiárido
Descripción
Sumario:Com o objetivo de conhecer as dificuldades diárias da população do Território Vale do Guaribas, causadas pela restrição ao acesso de água, este estudo coletou dados da região do semiárido piauiense concernente ao vale do rio Guaribas, que mostram que o uso doméstico de água ainda sofre restrições, independentemente da presença de fontes melhoradas, e as variações no uso são impulsionadas pelas interações da pobreza e da variabilidade das chuvas. Na estação seca, quando muitas fontes falham, o uso para higiene e subsistência cai perigosamente, principalmente entre as famílias pobres, pois o tempo de coleta coincide com a alta demanda por trabalho assalariado. O fornecimento de água suficiente para produção animal e plantio também configuram um desafio para as famílias pobres, que usam menos água porque têm menos mão de obra para a coleta de água e menos ativos de armazenamento e transporte. A escassez de mão de obra também faz com que fontes mais próximas e inseguras sejam preteridas a esquemas protegidos mais distantes. Os benefícios para a saúde e os meios de subsistência de um melhor acesso à água dependem do uso contínuo de água segura suficiente, por todos, mas há um conhecimento limitado dos padrões reais de uso da água e de suas políticas de fornecimento. Aqui, evidenciamos uma lacuna e documentamos as desigualdades intracomunitárias e as variações sazonais no acesso à água. Elas não são capturadas nas estatísticas de cobertura, mas é provável que ocorram sempre que a variabilidade climática se acentue, pois a infraestrutura é inadequada e a pobreza ainda é grave.