O marranismo e a poesia de João Pinto Delgado, autor de \'À saída de Lisboa\'

O presente trabalho configura uma abordagem de um subtipo do corpus da literatura da diáspora sefaradita ocidental. Trata-se de obras escritas em espanhol e português por autores de origem judia, mas que viveram como cristãos nominais por duas ou mais gerações, em função da perseguição inquisitorial...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Bacci, André Luiz
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-13042017-083855
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8158/tde-13042017-083855/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cristãos-novos
Diáspora sefaradita ocidental
Inquisição
Inquisition
João Pinto Delgado
Judaism
Judaísmo
Literatura
Literature
New Christians
Western Sephardic Diaspora
Descripción
Sumario:O presente trabalho configura uma abordagem de um subtipo do corpus da literatura da diáspora sefaradita ocidental. Trata-se de obras escritas em espanhol e português por autores de origem judia, mas que viveram como cristãos nominais por duas ou mais gerações, em função da perseguição inquisitorial. Uma vez reinseridos no judaísmo, teria sido imperativo aos ditos conversos ressignificar sua identidade. Para o fazerem, estes se serviram, entre outros instrumentos, da literatura. Neste sentido, o poema A La Salida de Lisboa, escrito em espanhol na Holanda do século XVII pelo português João Pinto Delgado, teria constituído uma ferramenta na busca pela reconstrução da identidade judaica do autor, como de seus pares. Tal reconstrução não se daria sem que fossem eliciados elementos próprios à cultura ibérica inquisitorial, incluindo as noções de nobreza e pureza de sangue, identificáveis na obra.