Os Calaças: quatro gerações de uma família de cristãos-novos na Inquisição (séculos XVII - XVIII)

Este trabalho aborda, em uma visão de conjunto, as prisões realizadas pelo Tribunal do Santo Ofício da Inquisição Portuguesa contra doze cristãos-novos pertencentes à linhagem familiar dos Calaças, acusados de observarem a religião judaica. Por meio da reconstituição das trajetórias dos réus inserid...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Vieira, Fernando Gil Portela
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-09102015-133553
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-09102015-133553/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cleaning of blood
Cristãos-Novos
Família
Family
Inquisição
Judaism
Judaísmo
Limpeza de sangue
Multiplicação de culpados
Multiplication of guilty
New Christians
The Inquisition
Descripción
Sumario:Este trabalho aborda, em uma visão de conjunto, as prisões realizadas pelo Tribunal do Santo Ofício da Inquisição Portuguesa contra doze cristãos-novos pertencentes à linhagem familiar dos Calaças, acusados de observarem a religião judaica. Por meio da reconstituição das trajetórias dos réus inseridos neste tronco parental, analisa-se a perseguição inquisitorial contra o grupo a partir de dois pressupostos: o desmantelamento dos laços familiares e os variados graus de vinculação à tradição sefardita. Os cenários da trama histórica são a cidade portuguesa de Elvas, em meados do século XVII, e o Rio de Janeiro no início do século XVIII, as duas ocasiões em que os Calaças são enviados aos cárceres do tribunal da fé, em meio a ondas de prisões que superam seu universo familiar. A tese pretende contribuir para a compreensão dos laços que uniam os cristãos-novos entre si e os limites da solidez desses vínculos, tomando como ponto de partida a perspectiva familiar. São privilegiadas as fontes inquisitoriais, em especial os processos contra os Calaças encarcerados, além de outros documentos produzidos no âmbito do tribunal da fé. Contudo, empregam-se também fontes primárias externas à instituição, como textos coevos críticos à limpeza de sangue, registros notariais e legislações, de modo a estender o horizonte analítico da pesquisa.