Identity, manifestation and repression among the Achaeans (Thersites in the Iliad, Book 2)

Ao contrário de todos os outros guerreiros da Ilíada, identificados pela filiação ou pela região de origem, Tersites não é introduzido como representante de nenhuma terra, nem é apresentado como filho de ninguém. Na falta de uma identidade e de uma posição social explicitamente definidas, Tersites é...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Frade, Gustavo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC)
Repositorio:Classica (Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos. Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:oai.classica.emnuvens.com.br:article/1067
Acceso en línea:https://revista.classica.org.br/classica/article/view/1067
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Homero; Ilíada; ciclo épico troiano; Diapeira; Tersites; autoridade.
Homer; Iliad; Epic Cycle; Diapeira; Thersites; authority.
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spelling Identity, manifestation and repression among the Achaeans (Thersites in the Iliad, Book 2)Identidade, manifestação e repressão entre os aqueus (Tersites na Ilíada, Canto 2)Homero; Ilíada; ciclo épico troiano; Diapeira; Tersites; autoridade.Homer; Iliad; Epic Cycle; Diapeira; Thersites; authority.Ao contrário de todos os outros guerreiros da Ilíada, identificados pela filiação ou pela região de origem, Tersites não é introduzido como representante de nenhuma terra, nem é apresentado como filho de ninguém. Na falta de uma identidade e de uma posição social explicitamente definidas, Tersites é caracterizado, a princípio, pelas particularidades de seu discurso e, logo em seguida, por sua aparência única. A posição social de Tersites, entretanto, não é evidente no poema. A proposta deste texto, assim, é entender o episódio de Tersites e sua caracterização partindo do contexto narrativo em que a personagem aparece (a Diapeira, o teste do exército), para depois recuperar sua identidade, comparando a Ilíada com outras fontes antigas das histórias tradicionais sobre a Guerra de Troia, e então ler seu discurso, tendo em vista a resposta violenta que ele recebe. A caracterização de Tersites, que o integra de forma peculiar a essa poesia que canta os feitos memoráveis dignos de elogio, é parte de sua função narrativa tradicional de repreender e ser repreendido. A Ilíada, no entanto, silencia as origens aristocráticas de Tersites para descolar da aristocracia guerreira seus traços físicos e morais negativos.Unlike all the other warriors in the Iliad, who are identified by their lineage or their region of origin, Thersites is not introduced as a representative of any land, nor is he presented as the son of anyone. In the absence of an explicitly defined identity and social position, Thersites is characterized initially by the peculiarities of his speech and shortly thereafter by his unique appearance. Thersites’ social position, however, is not evident in the poem. The purpose of this text, therefore, is to understand the episode of Thersites and his characterization by examining the narrative context in which the character appears (the Diapeira, the test of the army), then to recover his identity by comparing the Iliad with other ancient sources of traditional stories about the Trojan War. This will lead us to interpret his speech in light of the violent response he receives. The characterization of Thersites, which integrates him in a peculiar way into this poetry that sings of memorable deeds worthy of praise, is part of his traditional narrative function of reproving and being reproved. The Iliad, however, omits Thersites’ aristocratic origins in order to dissociate his negative physical and moral traits from the warrior aristocracy.Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC)2024-10-18info:eu-repo/semantics/articleinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdftext/htmlhttps://revista.classica.org.br/classica/article/view/106710.24277/classica.v37.2024.1067Classica; Vol. 37 (2024): Publicação contínua; 1-20Classica - Revista Brasileira de Estudos Clássicos; v. 37 (2024): Publicação contínua; 1-202176-64360103-431610.24277/classicaj.37.2024reponame:Classica (Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos. Online)instname:Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC)instacron:SBECporhttps://revista.classica.org.br/classica/article/view/1067/1168https://revista.classica.org.br/classica/article/view/1067/1211Copyright (c) 2024 Gustavo Fradehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0info:eu-repo/semantics/openAccessFrade, Gustavo2025-01-20T12:48:17Zoai:oai.classica.emnuvens.com.br:article/1067Revistahttps://revista.classica.org.br/classicaPUBhttps://revista.classica.org.br/classica/oaieditor@classica.org.br||revistaclassica@classica.org.br2176-64360103-4316opendoar:2025-01-20T12:48:17Classica (Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos. Online) - Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC)false
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