Estratégias de enfrentamento contra as violências contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Introdução: O artigo investiga as estratégias de enfrentamento adotadas por pessoas LGBT+ diante das violências motivadas pelo preconceito contra corpos dissidentes da cis-heteronormatividade. Essas violências vão além da agressão física, incluindo exclusão social e simbólica. A pesquisa fundamenta-...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Faria, Mateus Aparecido de, Gomes, Maria Carmen Aires, Modena, Celina Maria
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/70050
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/70050
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Violência
Identidade de gênero
Minorias sexuais
Saúde Pública
Violence
Gender identity
Sexual minorities
Public health
Descripción
Sumario:Introdução: O artigo investiga as estratégias de enfrentamento adotadas por pessoas LGBT+ diante das violências motivadas pelo preconceito contra corpos dissidentes da cis-heteronormatividade. Essas violências vão além da agressão física, incluindo exclusão social e simbólica. A pesquisa fundamenta-se nos conceitos de performatividade de Judith Butler para compreender as respostas dessa comunidade a esse contexto hostil. Objetivo: Descrever e analisar as estratégias de enfrentamento desenvolvidas por membros da comunidade LGBT+ diante de diferentes formas de violência. Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa exploratória, baseada em entrevistas semiestruturadas com nove participantes recrutados pela técnica de amostragem Bola de Neve. As narrativas foram analisadas a partir da Análise do Discurso Crítica e do software KitConc 4.0, além de embasamento teórico na Teoria Social do Discurso e nos conceitos de Judith Butler sobre performatividade. Resultados: Os principais mecanismos de enfrentamento identificados foram amizade, família, religião e movimentos sociais. A amizade foi a estratégia mais recorrente, enquanto a família apareceu com contradições. A religião foi mencionada como refúgio em alguns casos. Algumas pessoas anularam sua identidade para evitar violência, e outras não apresentaram estratégias de enfrentamento. Conclusões: O estudo evidencia que redes de apoio são essenciais para a resistência LGBT+, mas a ausência de políticas públicas limita as possibilidades de enfrentamento, levando à invisibilização e ao isolamento.