A luta é coletiva, mas a resistência é individual? Violências vivenciadas e estratégias de enfrentamento construídas pela comunidade universitária de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e outras identidades
O objetivo desta pesquisa foi identificar e analisar as violências vivenciadas e as estratégias de enfrentamento desenvolvidas pela comunidade universitária de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e outras identidades (LGBT+). A justificativa da pesquisa embasa-se na necessidade de pro...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/34205 |
| Acesso em linha: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/34205 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Comportamento Sexual Delitos Sexuais Saúde Pública Minorias sexuai Violência LGBT+ Saúde coletiva Sexual minorities Violence Collective Health 03 Saúde e Bem-Estar 10 Redução das desigualdades 16 Paz, Justiça e Instituições Eficazes |
| Resumo: | O objetivo desta pesquisa foi identificar e analisar as violências vivenciadas e as estratégias de enfrentamento desenvolvidas pela comunidade universitária de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e outras identidades (LGBT+). A justificativa da pesquisa embasa-se na necessidade de proporcionar subsídios para intervenções contra vio lências, construir conhecimentos que não sejam cis-heteronormativos e compreender violências e estratégias de enfrentamentos pela perspectiva pós-estrutural. Esta pesquisa foi qualitativa, exploratória e descritivo-interpretativa, através de entrevistas com roteiro semiestruturado e contou com a participação de nove pessoas. A análise foi efetuada por meio da Análise do Discurso Crítica, com o auxílio do software KitConc 4.0. As pessoas participantes da pesquisa associaram à violência palavras que indicavam o processo violento, ao produto da violência ou ainda a sujeitos ou alvos das violências. Violência está ligada a medo, agressão, preconceito, abuso sexual e travesti. Identificou-se também atravessamentos de práticas discursivas religiosas, jurídicas, estruturalistas e biomédicas nas entrevistas. Tais construções sociodiscursivas trouxeram à tona um corpo-limite, que constrói sua existência pela ordem bélica, sendo impedido de ser sujeito de direitos. As cenas violentas mudam por vieses interseccionais como a relação interior-metrópole, a cor da pele e o gênero. Percebe-se a ideologia patriarcal como marcante nas entrevistas. As violências contra pessoas trans são mediadas preponderantemente pelo corpo, ao mesmo tempo alvo e instrumento. As relações de amizade são a principal forma de lidar com as violências contra pessoas LGBT, apesar de também ser violentadora. O oposto acontece com a família, que geralmente é apontada como a primeira cena violenta, no entanto é protetora algumas vezes. Outra estratégia de enfrentamento como buscar apoio a movimentos sociais e religião também faz parte dos atos performatizados de constituição frente à violência. A não-estratégia configura-se como uma forma de lidar com a violência pela imobilidade. A partir das entrevistas foi identificada uma performance de vida como vigilante, a qual o constante estado de atenção é mantido, pois todo território se torna inimigo. |
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