Abandono do tratamento de tuberculose e relações de vínculo com a equipe de saúde da família

A pesquisa objetivou analisar a relação entre as singularidades do doente com história de abandono do tratamento de tuberculose e a atenção dispensada pela equipe de saúde da família à luz do conceito de vínculo. A construção do material empírico deu-se por meio de entrevistas gravadas, no período d...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Souza, Káren Mendes Jorge de, Sá, Lenilde Duarte de, Palha, Pedro Fredemir, Nogueira, Jordana de Almeida, Villa, Tereza Cristina Scatena, Figueiredo, Danielle Alves
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2010
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Revista da Escola de Enfermagem da USP (Online)
Idioma:português
inglês
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/40624
Acesso em linha:https://www.revistas.usp.br/reeusp/article/view/40624
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Tuberculosis
Treatment refusal
Patients dropouts
Family Health Program
Negativa del paciente al tratamiento
Pacientes desistentes del tratamiento
Programa de Salud Familiar
Tuberculose
Recusa do paciente ao tratamento
Pacientes desistentes do tratamento
Programa Saúde da Família
Descrição
Resumo:A pesquisa objetivou analisar a relação entre as singularidades do doente com história de abandono do tratamento de tuberculose e a atenção dispensada pela equipe de saúde da família à luz do conceito de vínculo. A construção do material empírico deu-se por meio de entrevistas gravadas, no período de julho a setembro de 2008, utilizando-se a História Oral Temática. Foram entrevistados nove usuários que tiveram o abandono como critério de encerramento para o tratamento da tuberculose em dois municípios da região metropolitana de João Pessoa, Paraíba, Brasil. O estudo foi realizado conforme a técnica da análise do discurso. Identificou-se que uma relação terapêutica, com partilha de compromissos e valorização do usuário, fortalece o vínculo e produz a democratização da gestão do cuidado. Por outro lado, uma relação vertical, com vínculo fragilizado, opõe-se ao propósito de uma prática inter-subjetiva na perspectiva da co-gestão do cuidado.