Fatores associados ao abandono e ao óbito de casos de tuberculose drogarresistente (TBDR) atendidos em um centro de referência no Rio de Janeiro, Brasil
A tuberculose drogarresistente (TBDR) representa hoje uma grave ameaça aos avanços no controle da tuberculose (TB) no Brasil e no mundo. Neste estudo, investigam-se fatores associados ao abandono e ao óbito de casos em tratamento para TBDR, em um centro de referência terciária do Município do Rio de...
| Autores: | , , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/27635 |
| Acceso en línea: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/27635 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Tuberculose Tuberculose Resistente a Múltiplos Medicamentos Pacientes Desistentes do Tratamento Tuberculosis Multidrug-Resistant Tuberculosis Patient Dropouts Tuberculosis Resistente a Múltiples Medicamentos Pacientes Desistentes del Tratamiento 03 Saúde e Bem-Estar |
| Sumario: | A tuberculose drogarresistente (TBDR) representa hoje uma grave ameaça aos avanços no controle da tuberculose (TB) no Brasil e no mundo. Neste estudo, investigam-se fatores associados ao abandono e ao óbito de casos em tratamento para TBDR, em um centro de referência terciária do Município do Rio de Janeiro, Brasil. Trata-se de um estudo de coorte retrospectiva, a partir dos casos notificados no Sistema de Informação de Tratamentos Especiais de Tuberculose (SITETB), no período de 1o de janeiro de 2012 a 31 de dezembro de 2013. Um total de 257 pacientes foi notificado no SITETB e iniciou o tratamento para TBDR. Desse total, 139 (54,1%) tiveram sucesso terapêutico como desfecho, 54 (21%) abandonaram o tratamento e 21 (8,2%) evoluíram para óbito. Após análise de regressão logística multinomial múltipla, a faixa etária acima de cinquenta anos foi observada como único fator de proteção ao abandono, ao passo que ter menos de oito anos de escolaridade e reingresso após abandono foram considerados como fatores de risco. Reingresso após abandono, recidiva e falência indicaram fatores de risco. Nossos dados reforçam a concepção de que o abandono do tratamento de tuberculose resistente é um sério problema de saúde pública, sendo necessário um adequado acompanhamento no tratamento de pacientes com esse histórico e com baixa escolaridade. Além disso, uma rede de apoio social ao paciente é imprescindível para que desfechos desfavoráveis sejam evitados. |
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