Será que a gente usa mais o nós? Uma fotografia sociolinguística do falar popular de Fortaleza
<div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">O presente estudo, partindo do arcabouço teórico metodológico utilizado pela Teoria da Variação e da Mudança Linguística, delineado por Weinreich, Labov e Herzog (1968) e por...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual do Ceará |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UECE |
| Idioma: | portugués |
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<div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">O presente estudo, partindo do arcabouço teórico metodológico utilizado pela Teoria da Variação e da Mudança Linguística, delineado por Weinreich, Labov e Herzog (1968) e por Labov (1997, 2001, 2003), objetiva analisar a variação pronominal de primeira pessoa do plural, nós e a gente, nas suas possíveis funções sintáticas, a saber, sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo do sujeito e adjunto, no falar popular de Fortaleza. Para isso, utilizamos uma amostra composta por 53 informantes provenientes do banco de dados Norma Oral do Português Popular de Fortaleza (NORPOFOR) e analisamos somente os inquéritos do tipo D2 (Diálogo entre Dois informantes). A estratificação social de nossos informantes foi feita de acordo com o sexo/gênero, a faixa etária e a escolaridade. Foram analisados os fatores: função sintática, referência nós/a gente, marca morfêmica, tempo verbal, tipo de verbo, estrutura do verbo, paralelismo, preenchimento do pronome, posição do pronome em relação ao verbo e grau de simetria entre os interlocutores, sexo, faixa etária e escolaridade. Em todas as análises realizadas, constatamos que o pronome a gente é expressivamente mais usado que o nós. De início, com o auxilio do Gold Varb X, realizamos uma rodada geral para observar o comportamento das variantes e obtivemos o seguinte resultado: a gente (67%) e nós (33%). Depois, realizamos uma rodada exclusiva para a função de sujeito, em que foram selecionadas seis variáveis consideradas relevantes para o a gente, a saber, preenchimento do sujeito (o sujeito preenchido), faixa etária, tipo de verbo, referência nós/ a gente, posição do pronome em relação ao verbo e simetria entre os interlocutores. Os fatores mais relevantes para o uso de a gente foram: faixa etária (15 a 25 anos), tipo de verbo (verbos dicend)i, grau de referência do pronome (genérica), posição do pronome em relação ao verbo (depois do verbo) e simetria entre informantes (muito simétricos). Em seguida, realizamos rodadas mais detalhadas, levando em conta somente o fator mais relevante de cada uma das variáveis sociais selecionadas, e percebemos que o grau de simetria entre os informantes foi a variável mais relevante. Dessa forma, identificamos que os falantes que possuem o mesmo sexo, na interação, apresentam maior liberdade para o uso da forma inovadora. Por último, realizamos uma rodada exclusivamente para as outras funções sintáticas, diferentes da de sujeito, e, apesar da forma inovadora também prevalecer, a forma pronominal a gente (54%) se mostrou em uma disputa com o pronome nós (44%) e os fatores mais relevantes para o pronome a gente foram tempo verbal (pretérito imperfeito do indicativo) e</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">simetria entre informantes (mais jovens). Dessa forma, concluímos que nossos resultados apontam para uma possível mudança em curso, pois os mais velhos predominam no uso da forma padrão, enquanto os mais jovens favorecem o uso da forma inovadora.</span></font></div> |
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A estratificação social de nossos informantes foi feita de acordo com o sexo/gênero, a faixa etária e a escolaridade. Foram analisados os fatores: função sintática, referência nós/a gente, marca morfêmica, tempo verbal, tipo de verbo, estrutura do verbo, paralelismo, preenchimento do pronome, posição do pronome em relação ao verbo e grau de simetria entre os interlocutores, sexo, faixa etária e escolaridade. Em todas as análises realizadas, constatamos que o pronome a gente é expressivamente mais usado que o nós. De início, com o auxilio do Gold Varb X, realizamos uma rodada geral para observar o comportamento das variantes e obtivemos o seguinte resultado: a gente (67%) e nós (33%). Depois, realizamos uma rodada exclusiva para a função de sujeito, em que foram selecionadas seis variáveis consideradas relevantes para o a gente, a saber, preenchimento do sujeito (o sujeito preenchido), faixa etária, tipo de verbo, referência nós/ a gente, posição do pronome em relação ao verbo e simetria entre os interlocutores. Os fatores mais relevantes para o uso de a gente foram: faixa etária (15 a 25 anos), tipo de verbo (verbos dicend)i, grau de referência do pronome (genérica), posição do pronome em relação ao verbo (depois do verbo) e simetria entre informantes (muito simétricos). Em seguida, realizamos rodadas mais detalhadas, levando em conta somente o fator mais relevante de cada uma das variáveis sociais selecionadas, e percebemos que o grau de simetria entre os informantes foi a variável mais relevante. Dessa forma, identificamos que os falantes que possuem o mesmo sexo, na interação, apresentam maior liberdade para o uso da forma inovadora. Por último, realizamos uma rodada exclusivamente para as outras funções sintáticas, diferentes da de sujeito, e, apesar da forma inovadora também prevalecer, a forma pronominal a gente (54%) se mostrou em uma disputa com o pronome nós (44%) e os fatores mais relevantes para o pronome a gente foram tempo verbal (pretérito imperfeito do indicativo) e</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">simetria entre informantes (mais jovens). Dessa forma, concluímos que nossos resultados apontam para uma possível mudança em curso, pois os mais velhos predominam no uso da forma padrão, enquanto os mais jovens favorecem o uso da forma inovadora.</span></font></div><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">This study, based on the theoretical and methodological framework used by the Theory of Variation and Change Linguistics, delineated by Weinreich, Labov and Herzog (1968) and Labov (1997, 2001, 2003), aims to analyze the pronominal variation of the first person of plural, nós and a gente, in its possible syntactic functions, namely subject, direct object, indirect object, subject and predicate of the deputy, the popular talk of Fortaleza. For this, we used a sample of 53 informants from the Oral Norm Portuguese Popular of Fortaleza (NORPOFOR) and only analyzed the surveys of the type D2 (Dialogue between Two informants). Social stratification of our informants was made according to the sex / gender, age and education. The factors were analyzed: syntactic function, reference we / us, morphemic brand, tense, verb type, the verb structure, parallelism, pronoun filling, pronoun position relative to the verb and degree of symmetry between the parties, Sex , age and education. In all analyzes, we found that the pronoun we is significantly more used than us. At first, with the help of Gold Varb X, we conducted a general round to observe the behavior of the variants and obtained the following result: a gente (67%) and nós (33%). After we conducted an exclusive round to the subject of function, in which six variables were selected considered relevant, namely the subject of fill, age, type of verb, reference we / us, pronoun position relative to the verb and symmetry between the interlocutors. The most relevant factors for the use of the people were filled subject, respondents 15-25 years, dicendi verbs, the generic pronoun reference, pronoun after the verb and informants symmetrical (same age and same sex). Then conducted more detailed rounds, taking into account only the most relevant factor of each social variables selected, and realized that the degree of symmetry between the informants was the most important variable. Thus, we identified that users that have the same sex, interaction, have more freedom to use the innovative way. Finally, we conducted a round exclusively for other syntactic functions, different from the subject, and despite the innovative way also prevail, the pronoun a gente (54%) proved in a dispute with the pronoun nós (44%), and the most relevant factors for the pronoun we were imperfect indicative and younger informants. Thus, we conclude that our results point to a possible change in progress because the older predominate in the use of standard form, while the younger ones favor the use of innovative form.</span></font>Universidade Estadual do CearáAluiza Alves de Araújo2022-01-12T13:58:34Z2016info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=104609info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECEAraújo, Marden Alyson Matos de2022-01-12T13:58:34Zoai:uece.br:104609Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2022-01-12T13:58:34Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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