Educação sistematizada: a morte lenta da cultura Parakanã

O trabalho avaliou as interferências étnicoculturais ocasionadas pelo processo de Educação Sistematizada implantado nas aldeias Parakanã. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade e pelos órgãos envolvidos na Educação indígena e gestão da Aldeia, aos quais foi garantido...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Teixeira, Rosimar Miranda, Santos, Isabel Cristina dos, Oliveira, Edson Aparecida de Araújo Querido
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Universidade de Taubaté (UNITAU)
Repositorio:Repositório Institucional da UNITAU
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unitau.br:20.500.11874/1849
Acceso en línea:http://repositorio.unitau.br/jspui/handle/20.500.11874/1849
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Education
Ethnic interference
Parakanã Nation
Experienced knowledge
Educação sistematizada
Interferências étnicoculturais
Nação Parakanã
Saberes empíricos
Business & Economics
Sociology
Management
Descripción
Sumario:O trabalho avaliou as interferências étnicoculturais ocasionadas pelo processo de Educação Sistematizada implantado nas aldeias Parakanã. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade e pelos órgãos envolvidos na Educação indígena e gestão da Aldeia, aos quais foi garantido o acesso aos seus resultados finais. Tratase de uma pesquisa qualitativa, baseada em documentos, entrevistas semiestruturadas com os índios idosos e questionários aplicados aos professores e índios jovens. Foram tomados registros fotográficos cotidianos das duas aldeias pesquisadas. Os dados obtidos indicam a morte lenta da cultura e dos saberes empíricos típicos da etnia, uma vez que o conteúdo programático aplicado no processo de Educação Sistematizada, planejado e executado por professores nãoindios, não os contempla. Constatouse a existência de contradições entre a percepção dos professores e dos índios acerca das tradições e atitudes típicas. Há flagrantes barreiras na comunicação entre eles, pois os professores não dominam o dialeto, e uma clara dicotomia entre os índios jovens e idosos sobre a importância da manutenção dos usos e costumes da etnia, atualmente praticados pelos índios idosos. Observouse o abandono dos adereços indígenas e a adoção do padrão de comportamento do homem civilizado, evidenciando o aculturamento daquele povo.