Educação Sistematizada: a morte lenta da cultura Parakanã

O trabalho avaliou as interferências étnico-culturais ocasionadas pelo processo de Educação Sistematizada implantado nas aldeias Parakanã. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade e pelos órgãos envolvidos na educação indígena e gestão da Aldeia, aos quais foi garantid...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Teixeira, Rosimar Miranda, Santos, Isabel Cristina dos, Oliveira, Edson Aparecida de Araújo Querido
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Organizações & Sociedade (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.ufba.br:article/11037
Acceso en línea:https://periodicos.ufba.br/index.php/revistaoes/article/view/11037
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Educação sistematizada. Interferências étnico-culturais. Nação Parakanã. Saberes empíricos.
Descripción
Sumario:O trabalho avaliou as interferências étnico-culturais ocasionadas pelo processo de Educação Sistematizada implantado nas aldeias Parakanã. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade e pelos órgãos envolvidos na educação indígena e gestão da Aldeia, aos quais foi garantido o acesso aos seus resultados finais. Trata´se de uma pesquisa qualitativa, baseada em documentos, entrevistas semi-estruturadas com os índios idosos e questionários aplicados aos professores e índios jovens. Foram tomados registros fotográficos cotidianos das duas aldeias pesquisadas. Os dados obtidos indicam a morte lenta da cultura e dos saberes empíricos típicos da etnia, uma vez que o conteúdo programático aplicado no processo de Educação Sistematizada, planejado e executado por professores não-indios, não os contempla. Constatou-se a existências, de contradições entre a percepção dos professores e dos índios acerca das tradições e atitudes típicas. Há flagrantes barreiras na comunicação entre eles, pois os professores não dominam o dialeto, e uma clara dicotomia entre os índios jovens e idosos sobre a importância da manutenção dos usos e costumes da etnia, atualmente praticados pelos indios idosos. Observou-se o abandono dos adereços indígenas e a adoção ao padrão de comportamento do homem civilizado, evidenciando o aculturamento daquele povo.