Fronteiras entre a escravidão e a liberdade: histórias de mulheres pobres livres, escravas e forras no Recôncavo Sul da Bahia (1850-1888)
Neste estudo, busquei trazer histórias de vida de mulheres pobres livres, forras e escravas que viveram na fronteira entre a escravidão e a liberdade, no recôncavo sul da Bahia, nos anos de 1850-1888. Conhecido como recôncavo mandioqueiro, essa parte da província da Bahia teve, durante todo o século...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-10112016-133941 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-10112016-133941/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Escravidão Freedom Liberdade Mulheres Recôncavo baiano Slavery Women |
| Sumario: | Neste estudo, busquei trazer histórias de vida de mulheres pobres livres, forras e escravas que viveram na fronteira entre a escravidão e a liberdade, no recôncavo sul da Bahia, nos anos de 1850-1888. Conhecido como recôncavo mandioqueiro, essa parte da província da Bahia teve, durante todo o século XIX, grande inserção econômica por se tratar de um importante polo de produção de gêneros de primeira necessidade que abastecia os mercados da capital. Sendo assim, atraía todo tipo de gente em busca de meios de sobrevivência, incluindo mulheres pobres livres, escravas ou recém saídas do cativeiro. Muitas delas, conseguiram com trabalho e astúcia sair do cativeiro e construir um patrimônio significativo; outras, com pouca sorte, penaram até a morte angariando meios de sobrevivência. Partindo de um conjunto amplo de fontes documentais de natureza diversa, tais como: testamentos, inventários post mortem, registros eclesiásticos e notariais, processos cíveis e criminais, posturas municipais e jornais, cruzados com dados coletados no Censo de 1872, tracei os caminhos percorridos por essas mulheres na construção de suas autonomias. A análise destes dados possibilitou uma maior aproximação das relações quotidianas vivenciadas por essas mulheres no contexto da escravidão e no imediato pós-abolição que, bem longe de ser pacífico e brando, mostrou-se ser marcado por toda sorte de violência. |
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