“Ele queria viver como se fosse homem livre”: escravidão e liberdade no Termo de Cachoeira (1850-1888)

Este trabalho pretende colaborar com os estudos sobre a escravidão ao longo do século XIX no Recôncavo baiano. O intuito é compreender as estratégias e os significados materiais e simbólicos presentes nos espaços de liberdade e autonomia, que formam construídos por escravos e libertos. O locus da pe...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Santana, Clíssio Santos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/35027
Acceso en línea:https://repositorio.ufba.br/handle/ri/35027
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
Escravidão
Liberdade
Recôncavo baiano
Cachoeira
Slavery
Freedom
Descripción
Sumario:Este trabalho pretende colaborar com os estudos sobre a escravidão ao longo do século XIX no Recôncavo baiano. O intuito é compreender as estratégias e os significados materiais e simbólicos presentes nos espaços de liberdade e autonomia, que formam construídos por escravos e libertos. O locus da pesquisa foi o Termo de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, entre os anos de 1850 a 1888. Naquela época, o referido Termo era composto por dez (10) freguesias, entre áreas majoritariamente rurais, dedicadas à produção de gêneros para exportação e para o consumo local tais como: açúcar, fumo e mandioca, e outras áreas mais urbanizadas, marcadas pela importante movimentação comercial. Juntas, as freguesias, em 1872, totalizavam quase 90 mil pessoas, das quais 17,4% viviam escravizadas. De tal forma, o objetivo primordial deste estudo é captar as experiências de vida de escravos e libertos, percebendo a importância em suas vivências dos espaços de autonomia como mecanismos fundamentais na luta pela sobrevivência cotidiana e a relevância desses espaços na formulação de projetos de liberdade, na manutenção de laços afetivos e familiares, assim como na expectativa de ascensão social, jurídica e econômica. Nesse sentido, nesta pesquisa, o conceito de autonomia não está restrito a elementos materiais. Aqui, o campo das manifestações culturais também é entendido como um palco de conflitos, tensões e disputas desencadeadas pelos sujeitos escravizados em suas experiências sociais cotidianas. Assim, são fontes deste trabalho: processos-crime, inventários post-mortem, assentos de batismos, casamentos e óbito, notas de escrituras de compra e venda, cartas de alforrias, testamentos e jornais, fontes que, quando cruzadas adequadamente, nos possibilitam reconstruir diversos aspectos da vida da população escravizada do Recôncavo baiano oitocentista.