Olhar e ouvir as crianças sob a perspectiva antropológica: significados das formas de comunicação de crianças na educação infantil

O presente estudo foi realizado em uma unidade de Educação Infantil do município de Santos, tendo como objetivo geral, por meio do diálogo entre as Ciências Sociais, particularmente a Antropologia e a Saúde, investigar as formas de comunicação das crianças a partir dos aspectos socioculturais envolv...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Oliveira, Simone Carvalho de [UNIFESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/63984
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11600/63984
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Crianças
Infância
Comunicação
Etnografia
Educação infantil
Children
Childhood
Communication
Ethnography
Early childhood education
Descripción
Sumario:O presente estudo foi realizado em uma unidade de Educação Infantil do município de Santos, tendo como objetivo geral, por meio do diálogo entre as Ciências Sociais, particularmente a Antropologia e a Saúde, investigar as formas de comunicação das crianças a partir dos aspectos socioculturais envolvidos. Buscou-se problematizar as interações das crianças, entre elas e com as adultas, e observá-las enquanto sujeitos sociais completos e em transformação. A pesquisa teve como base o método etnográfico, utilizando a técnica da observação participante, para compreender as crianças e a linguagem em um contexto sociocultural específico. Os resultados obtidos mostraram que as crianças se expressam o tempo todo na rotina da creche. Elas parecem brincar de se comunicar e é por meio dessa liberdade de manipular a comunicação que elas adquirem, elaboram, mas também produzem e expressam a cultura. As crianças transgridem as regras o tempo todo, dialogam com as adultas e seus pares por meio da linguagem padrão compartilhada, mas também parecem vivenciar a comunicação de maneira diferente, nem sempre compreendida ou considerada adequada pelas adultas. Elas operam gestos, sons, olhares, palavras, gritos, melodias, movimentos, isolados e combinados. Muitas dessas formas são consideradas inadequadas e, portanto, inibidas pelas adultas no seu papel de educadora. Outras formas de comunicação podem não ser reconhecidas pelas adultas por imprimir um caráter diferente do repertório cultural estabelecido. Porém, o que pode ser visto como uma maneira simplificada de se comunicar, na verdade, parece representar a dificuldade das adultas em reconhecer nas várias formas de comunicação das crianças o caráter dinâmico da cultura e o papel ativo que elas desempenham nesse processo de transformação criativa.