Perfil epidemiológico, resistência a antibióticos e aos conservantes Nisina e sistema lactoperoxidase de Staphylococcus sp isolados de queijos coalho comercializados em Recife - PE

Varios tipos de intoxicação alimentar atingem a população humana em todo o mundo. Dentre os microorganismos envolvidos em intoxicações e na produção de metabólitos capazes de causar tais enfermidades, bacterias do gênero Staphylococus têm sido uma das mais comumente relacionadas. Certas cepas desse...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Maria Jose de Sena
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2000
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositorio:Repositório Institucional da UFMG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufmg.br:1843/BUOS-8FUK7Y
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/1843/BUOS-8FUK7Y
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Sistema lactoperoxidase
Nisina
Queijo coelho
Enterotoxinas
TSST-1
Staphylococcus sp
OSP
ELISA
Queijo Análise
Staphylococcus
Descripción
Sumario:Varios tipos de intoxicação alimentar atingem a população humana em todo o mundo. Dentre os microorganismos envolvidos em intoxicações e na produção de metabólitos capazes de causar tais enfermidades, bacterias do gênero Staphylococus têm sido uma das mais comumente relacionadas. Certas cepas desse microorganismo produzem enterotoxinas termoestáveis que são veiculadas ao homem pelo consumo de alimentos, causando intoxicações caracterizadas por vômito, diarréia e dor abdominal. A ocorrência desse tipo de doença elevada em vários países, inclusive no Brasil, destacando-se o consumo de produtos de origem animal, principalmente queijos frescais como uma das formas de transmissão mais frequentes. Portanto, foram conduzidos cinco experimentos a partir de 107 amostras de queijos coalho comercializados em Recife, PE com o objetivo de isolar e identificar Staphylococcus sp; investigar o potencial de cepas isoladas em produzir enterotoxinas dos tipos A, B, C e D e de toxinas da síndrome do choque tóxico (TSST-1); verificar a susceptibilidade das cepas isoladas aos antimicrobianos mais comumente utilizados no tratamento das mastites contagiosas bovinas; e, finalmente, avaliar o efeito inibitório de conservantes permitidos pela legislação brasileira sobre o crescimento de cepas de S. aureus enterotoxigênicos isolados. Das cepas isoladas, 377 foram identificadas como: S. aureus (218), S. coagulase-negativa (96), S. hycus (41) e S. intermedius (22). As espécies isoladas foram submetidas a indução de produção de enterotoxinas pelo método de menbrana sobre ágar. Utilizando-se os métodos de sensibilidade ótima em placas e ELISA para a detecção das enterotoxinas, observou-se que todas as espécies isoladas e identificadas foram capazes de produzir enterotoxinas. Cepas de S. aureus foram também capazes de produzir TSST-1. Quanto a resistência múltipla a antimicrobianos observou-se, de um modo geral, um maior percentual de cepas resistentes à Penicilina G, com um valor médio de 71,5%, sendo maior a resistência para o S. aureus (87,4%). Maior sensibilidade foi observada com relação a gentamicina e vancomicina, com percentuais de 100 e 96,2%, respectivamente. A gentamicina, demonstrou, neste estudo, ser o antibiótico de maior efetividade frente a Staphylococcus sp isolados de queijos coalho. Os conservantes testados nas concentrações utilizadas não apresentaram efeitos inibitórios significativos (p > 0,05) sobre o desenvolvimento de cepas de S. aureus durante a elaboração de queijos frescal, armazenados a 10 e a 30 ºC, quando comparados com os controles.