Educação, costumes e leis como bases para a promoção das virtudes cívicas no Protágoras e na República

No Protágoras, de Platão, ao defender a suaconcepção segundo a qual a virtude se ensina, o personagemque dá nome ao diálogo faz uma breve exposição do que seria a educação tradicional em seu tempo e atribui a ela, aos costumes e às leis o poder de promover nos cidadãos a conquista...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Motta, Guilherme
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade de Brasília (UnB)
Repositorio:Revista Archai (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/8410
Acceso en línea:https://periodicos.unb.br/index.php/archai/article/view/8410
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Platão
República
Protágoras
Educação
Virtude
Descripción
Sumario:No Protágoras, de Platão, ao defender a suaconcepção segundo a qual a virtude se ensina, o personagemque dá nome ao diálogo faz uma breve exposição do que seria a educação tradicional em seu tempo e atribui a ela, aos costumes e às leis o poder de promover nos cidadãos a conquista das virtudes cívicas fundamentais, ainda que destaque a necessidade do concurso da coerção. Uma comparação com a proposta de educação visando às mesmas virtudes na República mostrará uma notável semelhança entre as duas concepções. Porém certas diferenças fundamentais também se fazem notar. O sofista doprimeiro diálogo mencionado parece muito mais otimista doque o Sócrates do segundo quanto à possibilidade de promover a virtude. O que parece patente é que, segundo esse Sócrates, é necessária uma intervenção muito profunda na educação e nos costumes antes que se possa esperar que os homens adquiram e mantenham as virtudes cívicas fundamentais. Essa intervenção parece fundada num profundo conhecimento da alma humana e das forças em jogo nela. Parece também fundada em uma compreensão de como intervir na alma para promover o ordenamentoque tornará possível a virtude.