A imagem de Dilma Rousseff: a construção do estereótipo feminino na crise política

A presente pesquisa tem como objetivo analisar como a mídia construiu a imagem da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante a crise política. Parte-se da hipótese de que a mídia refletiu e reproduziu aspectos machistas ainda presentes em nossa sociedade. Para verificar isto, foi feito um histórico s...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Nunes, Bárbara Rodrigues
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/6633
Acesso em linha:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/6633
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAO
Mídia
Política
Representação
Mulher
Dilma Rousseff
Media
Politics
Representation
Woman
Descrição
Resumo:A presente pesquisa tem como objetivo analisar como a mídia construiu a imagem da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante a crise política. Parte-se da hipótese de que a mídia refletiu e reproduziu aspectos machistas ainda presentes em nossa sociedade. Para verificar isto, foi feito um histórico sobre a história da mulher, do movimento feminista que conquistou os direitos sociais e civis das mulheres, bem como a importância da mídia em enquadrar e retratar os acontecimentos. Discutiu-se ainda a relação da mídia com a política e a mídia como cenário de representação feminina. Foi traçado todo o histórico político de Dilma Rousseff e de como as revistas brasileiras manifestaram sua opinião por meio de suas capas. O período analisado contempla desde as Jornadas de Junho de 2013, quando surgiram as primeiras manifestações de rua, que impactaram na popularidade da petista em seu primeiro mandato, passa pela disputa eleitoral de 2014 até se chegar ao aprofundamento da crise política, econômica e institucional, culminando no impeachment da presidente em agosto de 2016. Por meio da metodologia de análise de conteúdo, foram observadas 53 capas das quatro principais revistas nacionais: Veja, IstoÉ, Época e Carta Capital. A pesquisa retrata a cobertura da imprensa com um enquadramento negativo em relação à Dilma, focando, muitas vezes, em questões que remetem à misoginia. Isso demonstra que, apesar de todos os ganhos sociais, as mulheres ainda têm muitas barreiras a serem enfrentadas em busca de maior liberdade.