A misoginia na imagem política: violência e poder em retratos de Dilma Rousseff
Dilma Rousseff, figura política única no Brasil, quebrou barreiras de gênero e desempenhou um papel crucial na resistência à ditadura militar nos anos 1960. Após ser presa e torturada, participou ativamente da reconstrução da esquerda durante a transição para a democracia. Contudo, seu papel desafia...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Estudos Semióticos |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/223247 |
| Acceso en línea: | https://revistas.usp.br/esse/article/view/223247 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Dilma Rousseff Política Brasileira Ditadura militar Gênero Mídia Brazilian politics Military dictatorship Gender Media |
| Sumario: | Dilma Rousseff, figura política única no Brasil, quebrou barreiras de gênero e desempenhou um papel crucial na resistência à ditadura militar nos anos 1960. Após ser presa e torturada, participou ativamente da reconstrução da esquerda durante a transição para a democracia. Contudo, seu papel desafiador desencadeou uma reação inédita na mídia: discursos misóginos tornaram-se frequentes. Este trabalho explora como tais discursos permeiam os retratos midiáticos de Dilma, analisando estratégias de enquadramento, projeção enunciativa e construção da identidade. Ao considerar o retrato como a "conversão de uma presença fenomenológica em outra, imaginada" (Beyaert-Geslin, p. 28, 2017) e o gênero como estratégia de afirmação (inter)subjetiva (Dondero, 2014), investigamos como as operações discursivas misóginas se manifestam na representação midiática de Dilma, revelando complexidades na interseção entre gênero, política e mídia. |
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