Manuel Álvares Setúbal (1706/1782), mestre marceneiro e entalhador entre Setúbal e o Rio de Janeiro

Autor documentado do arcaz da sacristia da igreja do convento de Santo António, no Rio de Janeiro, terminado a 16 de setembro de 1745, Manuel Álvares Setúbal é sobretudo referido pela bibliografia brasileira como construtor das igrejas cariocas da Ordem Terceira do Carmo e de S. Francisco de Paula....

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Detalles Bibliográficos
Autor: Godinho Mendonça, Isabel Mayer
Tipo de recurso: capítulo de libro
Fecha de publicación:2024
País:España
Institución:Universidad Pablo de Olavide (UPO)
Repositorio:RIO. Repositorio Institucional Olavide
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rio.upo.es:10433/22084
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/10433/22084
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Marcenaria
Talha
Sacristia
Arcaz
Armário de sacristia
Arte luso-brasileira
Cabinet-making
Wood-carving
Sacristy
Chest of drawers
Wall cupboard
Luso-brazilian art
Descripción
Sumario:Autor documentado do arcaz da sacristia da igreja do convento de Santo António, no Rio de Janeiro, terminado a 16 de setembro de 1745, Manuel Álvares Setúbal é sobretudo referido pela bibliografia brasileira como construtor das igrejas cariocas da Ordem Terceira do Carmo e de S. Francisco de Paula. Através do seu registo de casamento, a 8 de dezembro de 1757, na igreja matriz de S. José do Rio de Janeiro, pudemos confirmar a sua naturalidade – a então vila de Setúbal, como o seu nome dava a entender – e localizar o seu assento de batismo na freguesia de S. Julião, a 1 de janeiro de 1706. Embora sem provas documentais, a comparação estilística sugere ter sido ele o autor de um outro arcaz, o da sacristia da capela do Bonfim, em Setúbal, que terá realizado pouco antes de trocar a sua terra natal pela cidade do Rio de Janeiro. Obras de idêntico apuro técnico e qualidade artística, os dois arcazes e respetivos espaldares, embora de dimensões muito diferentes, são notáveis exemplos do mobiliário do período joanino, com os seus gavetões de recorte sinuoso e os finos entalhes decorativos que revelam a evolução do gosto entre a segunda metade de 1730 e os meados da década seguinte.