Ética e comunicação das escolhas alimentares

Este artigo propõe discutir a comunicação das escolhas alimentares como meio de comunicar uma ética em busca da vida boa ("buen vivir"). Especificamente, analisase o movimento Slow Food como parte de um fenômeno pós-moderno de resistência à sociedade de consumo tradicional, que busca pelo...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Peres-Neto, Luiz|||0000-0001-8190-8720, Hadler, Raquel D.|||0000-0001-8954-0297
Tipo de recurso: artículo
Fecha de publicación:2016
País:España
Institución:Universitat Autònoma de Barcelona
Repositorio:Dipòsit Digital de Documents de la UAB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ddd.uab.cat:265389
Acceso en línea:https://ddd.uab.cat/record/265389
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ética
Comunicação
Consumo alimentar
Slow food
Ethics
Communication
Alimentary consumption
Descripción
Sumario:Este artigo propõe discutir a comunicação das escolhas alimentares como meio de comunicar uma ética em busca da vida boa ("buen vivir"). Especificamente, analisase o movimento Slow Food como parte de um fenômeno pós-moderno de resistência à sociedade de consumo tradicional, que busca pelo consumo alimentar a ressignificação do sujeito por meio das suas ações cotidianas. A partir de uma aproximação multimetodológica - que inclui observações não participantes e 6 entrevistas em profundidade realizadas com líderes de "convívios" (espaços nucleadores/ de socibilidade) do Slow Food - problematiza-se como este movimento busca a construção de novos imaginários sociais sobre o ideal de vida boa, edificado a partir da articulação das práticas alimentares. As análises realizadas nos conduzem a deduzir que o Slow Food propõe, em suma, uma rearticulação de sentidos comunicacionais na medida em que apresenta um estilo de vida que se contrapõe aos valores e às práticas sustentadas por um modus operandi dominante, vinculado às sociedades capitalistas ocidentais. Desta forma, o movimento Slow Food, articulado como uma tribo pós-moderna, permite aos sujeitos que participam do mesmo ressignificar suas práticas de consumo alimentar de forma a construir uma vida que lhes faça sentido ontologicamente