| Sumario: | As mudanças políticas havidas no século XX em Portugal, por razões diversas não se traduziram em mudanças da prática pedagógica, nem vieram resolver o problema grave que era o analfabetismo, o abandono escolar, o insucesso escolar e o atraso do país. Os movimentos pedagógicos e as metodologias de ensino/aprendizagem que faziam parte do seu ideário não tiveram tempo de dar frutos (caso do movimento da Escola Nova; o contrário se passou com o regime do “Estado Novo” que consolidou as suas ideias de forma evidente). O 25 de Abril abriu as portas a uma escola de massas, geradora de oportunidades para todos, com todos os problemas que isso acarretou. O modelo Ensinar é Investigar surge no período pós 25 de Abril e encerra em si uma proposta pedagógico-didáctica coerente e consistente, fundamentada em teorias construtivistas e na crítica à Escola Tradicional. Dos documentos revisados e analisados nesta investigação, a proposta trata de desenvolver uma aprendizagem mais significativa e com melhores resultados escolares. E, além disso, este modelo encerra em si um processo de formação inter pares (auto-formação participada e colaborativa) diferente do modelo oficial. Por pensar ser de interesse, pertinente, actual e dado o momento controverso que se vive analisamos este Modelo e para verificar a importância e o carácter inovador que encerra a sua proposta pedagógico-didáctica.
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