Tecendo histórias e afetos: Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves

A tese apresenta as encruzilhadas de narrativas presentes no romance Um Defeito de Cor (2017), de Ana Maria Gonçalves, analisando como o ato de contar histórias e o afeto enquanto movimento decolonial são mobilizados pela autora para construir a perspectiva de uma mulher negra, que vivenciou a escra...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Amorim, Maria Inês Freitas de
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/19351
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/19351
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Black-Brazilian literature
Decolonial thinking
Feminisms
Affection
Literatura negro-brasileira
Pensamento decolonial
Feminismos
Afeto
Um defeito de cor
Ana Maria Gonçalves
Gonçalves, Ana Maria, 1970- - Crítica e interpretação
Gonçalves, Ana Maria, 1970-. Um defeito de cor
Negras na literatura
Literatura brasileira – Escritores negros – História e crítica
Feminismo e literatura
Afeto (Psicologia)
LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA BRASILEIRA
Descripción
Sumario:A tese apresenta as encruzilhadas de narrativas presentes no romance Um Defeito de Cor (2017), de Ana Maria Gonçalves, analisando como o ato de contar histórias e o afeto enquanto movimento decolonial são mobilizados pela autora para construir a perspectiva de uma mulher negra, que vivenciou a escravização, durante o século XIX brasileiro. O discurso hegemônico da história do Brasil tende a apagar as histórias de escravizados, silenciando suas vozes. Em um ato de insubmissão decolonial, a escrevivência de Ana Maria Gonçalves (re)conta uma visão sobre o passado, preenchendo lacunas e criando memórias. As investigações estão embasadas em conceitos como colonialidade (CÉSAIRE, [1955] 2020; LUGONES, 2020; KILOMBA, 2019), identidade amefricana (GONZALEZ, [1988] 2018), traduções interculturais (SALGUEIRO, 2012), necropolítica (MBEMBE, 2018) e epistemicídio (CARNEIRO, 2005). Também ancoram as reflexões propostas textos sobre feminismo negro (DAVIS, [1981] 2016; hooks 2015, 2020), feminismo decolonial (LUGONES, 2007, 2019; VERGÈS, 2020), escrevivência (EVARISTO, 2005, 2020) e o afeto enquanto categoria analítica (SILVA, 2011; hooks, 2021).