A discreta antinomia da razão pura prática de Kant na Metafísica dos costumes

Na primeira parte do presente artigo, começo por um esboço sobre a relação entre liberdade, moral e mundo em Kant. Na segunda parte, discuto os exemplos de Christian Wolff e Christian August Crusius como duas versões modernas do indifferentismus moral. Na terceira parte, proponho a ideia de que a co...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Klemme, Heiner
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2008
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Cadernos de Filosofia Alemã (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/64786
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/filosofiaalema/article/view/64786
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Indifferentismus moral
ação por dever
Wolff
Crusius
Kant
MORAL INDIFFERENTISMUS
ACTION FROM DUTY
WOLFF
CRUSIUS
KANT
Descripción
Sumario:Na primeira parte do presente artigo, começo por um esboço sobre a relação entre liberdade, moral e mundo em Kant. Na segunda parte, discuto os exemplos de Christian Wolff e Christian August Crusius como duas versões modernas do indifferentismus moral. Na terceira parte, proponho a ideia de que a concepção de dever moral, explicitada por Kant nos anos de 1780 e 90, pressupõe a liberdade humana de poder escolher entre uma ação por dever, uma ação conforme ao dever e uma contrária ao dever. Na quarta e última parte, por fim, tentarei mostrar que a crítica de Kant à concepção de Libertas indifferentiae na Metafísica dos Costumes não está em contradição com sua ideia de que, do ponto de vista moral, o homem pode e tem de se determinar livremente à ação. Certamente essa interpretação conduz a algo como uma discreta antinomia da razão pura prática, embora esta não seja uma denominação do próprio Kant.