Pré-eclâmpsia : avaliação de aspectos fisiopatológicos e clínicos
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de mortalidade materna no mundo. Embora alguns fatores etiológicos, tais como má placentação, disfunção endotelial, inflamação materna exacerbada, angiogênese deficiente e hipoxia placentária têm sido propostos, a etiologia da pré-eclâmpsia ainda não foi c...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/1764 |
| Acceso en línea: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/1764 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | MEDICINA GESTAÇÃO PRÉ-ECLÂMPSIA HIPERTENSÃO ARTERIAL PLACENTA CITOCINAS LIPOPROTEÍNAS CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA |
| Sumario: | A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de mortalidade materna no mundo. Embora alguns fatores etiológicos, tais como má placentação, disfunção endotelial, inflamação materna exacerbada, angiogênese deficiente e hipoxia placentária têm sido propostos, a etiologia da pré-eclâmpsia ainda não foi completamente compreendida. A teoria da má adaptação imune sugere que a pré-eclâmpsia pode estar envolvida com um desbalanço Th1/Th2 prejudicial à gestação, com liberação de citocinas e fatores de crescimento na circulação materna. A presença desses mediadores parece desempenhar um papel na fisiopatologia da pré-eclâmpsia, resultando nos sinais clínicos da doença: a hipertensão e a proteinúria. Assim, este estudo pretendeu analisar diferentes vias metabólicas durante a gestação, a fim de tentar elucidar um biomarcar para a doença. Nossa hipótese é a de que moléculas relacionadas ao sistema inflamatório estariam aumentadas no plasma materno e na placenta de mulheres com pré-eclampsia e diminuídas no plasma fetal. O estudo foi realizado no Hospital São Lucas da PUCRS, Brasil, onde fizemos a coleta das amostras para o projeto Moléculas mediadoras e a pré-eclâmpsia, e no St Thomas Hospital, em Londres, Reino Unido, onde os projetos Lipoproteínas e a pré-eclampsia e Proteínas das cavéolas e a pré-eclâmpsia foram desenvolvidos. No HSL/PUCRS, amostras de plasma materno-fetal e placenta foram coletadas de 117 gestantes com e sem pré-eclâmpsia no terceiro trimestre da gestação. As moléculas (Endocan-1, PIGF, IL-6, TNFα, MCP-1, NGF, LIGHT e Leptina) foram dosadas por ensaio de detecção multiplex. Em Londres, um estudo com 51 gestantes foi realizado analisando expressão placentária das seguintes moléculas: receptores e mediadores de lipoproteínas (LRP-1, LDL-R, SRB1, ABCA1, MTTP e PDIA2) e proteínas do complexo das cavéolas (Caviolina-1-3, Cavins 1-4, eNOS e iNOS ), que foram analisadas por PCR-TR e imuno-histoquímica. Resumidamente, encontramos altos níveis de Endocan-1 e TNFα no plasma materno, baixos níveis de IL-6 no plasma fetal de pacientes com pré-eclampsia, no ensaio de citocinas. Ainda, foi encontrada uma correlação entre o gene LRP-1 e recém-nascidos pequenos para a idade gestacional, no grupo com pré-eclâmpsia, no ensaio de receptor de lipoproteínas. E, por fim, uma redução da expressão de Caveolina-1 na placenta pré-eclâmptica foi observada e parece ter resultado numa ativação compensatória crônica da eNOS para tentar atenuar a vasoconstrição observada na pré-eclampsia. Concluindo, nossos resultados mostraram novos dados em relação à pré-eclâmpsia, que podem ser úteis para o entendimento de sua fisiopatologia. |
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