| Sumario: | Este artigo analisa a expansão do mercado virtual chinês sob a perspectiva do princípiodo laissez-faire, avaliando os riscos e benefícios que essa dinâmica representa para oBrasil no contexto da economia digital. A pesquisa destaca como a China, ao adotaruma abordagem que combina liberdade econômica com intervenções estatais pontuais,conseguiu se tornar um líder no comércio digital, com um crescimento significativo emsua infraestrutura logística e inovação tecnológica. Dados da International TradeAdministration indicam que as vendas online na China alcançaram US $2,29 trilhõesem 2020, com projeções de crescimento para US $3,56 trilhões em 2024. No entanto,após análise essa expansão levantou preocupações sobre práticas como o dumpingsocial e a falta de fiscalização das condições de trabalho, levantando questões de cunhosocial e ético. Para o Brasil, foi constatado que a crescente presença do e-commercechinês representa tanto oportunidades quanto desafios, especialmente em um cenárioonde o governo brasileiro impõe barreiras tarifárias com o intuito de proteger a indústrianacional. Essas medidas, embora justificadas como proteção ao mercado interno,resultaram em uma diminuição do poder de compra dos consumidores brasileiros e emum recuo no consumo em plataformas digitais. A análise sugere que o Brasil devebuscar um equilíbrio entre a proteção de sua indústria e a promoção de um ambientecompetitivo que favoreça a inovação. Além disso, a pesquisa destaca a importância deestratégias governamentais, como a "Estratégia Nacional de Governo Digital", quereconhecem o potencial do mercado digital, mas que ainda não abordam de formaabrangente o comércio eletrônico. O artigo conclui que, para que o Brasil possa sebeneficiar da expansão do mercado virtual chinês, é essencial adotar uma abordagemque considere tanto a proteção da indústria nacional quanto a necessidade de umambiente que estimule a competitividade e a inovação, em um contexto global cada vezmais interconectado.
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