DE UMA ESTÓRIA SOBRE CORPOS, TERRITÓRIOS E R-EXISTÊNCIAS: O ALEGRE CANTO DA PERDIZ, DE PAULINA CHIZIANE

A literatura moçambicana é um lugar de resistência contra as práticas colonizadoras e neocoloniais porque inscreve a luta anticolonial do seu povo por meio de temas como ancestralidade, memórias africanas, colonização, violências. Pensando sobre isso, selecionamos O alegre canto da perdiz (2008), de...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: de Freitas, Sávio Roberto Fonseca, Ramos, Joranaide Alves
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Caderno Seminal Digital
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/72416
Acceso en línea:https://www.e-publicacoes.uerj.br/cadernoseminal/article/view/72416
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Colonização
Paulina Chiziane
Corpos
R-existência
Prostituição
Descripción
Sumario:A literatura moçambicana é um lugar de resistência contra as práticas colonizadoras e neocoloniais porque inscreve a luta anticolonial do seu povo por meio de temas como ancestralidade, memórias africanas, colonização, violências. Pensando sobre isso, selecionamos O alegre canto da perdiz (2008), de Paulina Chiziane (1955), que narra a saga de Serafina, Delfina e Maria das Dores, três gerações marcadas pela prostituição em um contexto tomado pela colonização portuguesa. O texto, dividido em quatro momentos, é um estudo exploratório, com procedimento bibliográfico e com natureza qualitativa, baseado, principalmente, em Haesbaert (2021), Calligaris (2006), Hudson-Weems (2020), Secco (2010) e Ballestrin (2013). Entendemos, com isso, que os corpos das personagens elencadas e sua terra são territórios que simbolizam múltiplas e complexas formas de resistências e de existências dos grupos subalternizados.