Papel do receptor ST2 no desenvolvimento de carcinoma espinocelular induzido quimicamente

O carcinoma espinocelular (CEC) é um dos cânceres humanos mais incidentes. A despeito do entendimento da fisiopatologia do CEC, as opções terapêuticas ainda são limitadas e o(s) exato(s) mecanismo(s) envolvido(s) na progressão deste tipo de tumor ainda não foi descrito. Estudos recentes mostram a ex...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Amôr, Nádia Ghinelli
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-26042016-112036
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25149/tde-26042016-112036/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Carcinoma espinocelular
IL-33
Imunologia tumoral
Receptor ST2
Squamous cell carcinoma
ST2 receptor
Tumor immunology
Descripción
Sumario:O carcinoma espinocelular (CEC) é um dos cânceres humanos mais incidentes. A despeito do entendimento da fisiopatologia do CEC, as opções terapêuticas ainda são limitadas e o(s) exato(s) mecanismo(s) envolvido(s) na progressão deste tipo de tumor ainda não foi descrito. Estudos recentes mostram a existência de uma associação direta entre a resposta imune TH1 e um melhor prognóstico em pacientes com CEC. Aumento da expressão de componentes do eixo IL-33/ST2 foi demonstrado contribuir para transformação neoplásica em diversos modelos tumorais, incluindo cânceres de estômago e de mama. Trabalho recente do nosso e de outros laboratórios indicam que IL-33 pode impedir a resposta imune TH1 . Baseado nessas observações, a hipótese testada foi que o impedimento da resposta imune pela interação IL-33/ST2 pode contribuir para iniciação e progressão do CEC. Utilizando modelo de carcinogênese química em camundongos WT e deficientes de ST2 (ST2KO), os resultados mostram que a deficiência de ST2 leva a uma notável redução da severidade das lesões 20 semanas após a carcinogênese química, sugerindo que a sinalização ST2 é necessária para o desenvolvimento tumoral neste modelo. Análises do infiltrado inflamatório presente nas lesões em camundongos WT e ST2KO revelaram redução significativa nas percentagens de macrófagos, células T CD4+ e células dendríticas, mas não em células T CD8+, células B e células natural killer (NK) no microambiente tumoral de camundongos ST2KO. Além disso, células NK esplênicas isoladas de camundongos ST2KO exibiram atividade citotóxica aumentada contra células YAC quando comparado com células de camundongos do grupo controle (WT). Os resultados indicam que a via IL-33/ST2 contribui para o desenvolvimento de carcinoma espinocelular recrutando células T CD4+, macrófagos e células dendríticas e reduzindo a citotoxicidade de células NK.