Representações sobre dengue na comunicação midiática: há preocupação com a competência informacional?

Considerar o problema da dengue exclusivamente no contexto biológico não é suficiente. A mídia é produtor ativo de sentidos que reforça comportamentos em vez de modificar, por não se ponderar de que não se pode ensinar à população condutas promotoras de saúde sem considerar seus conhecimentos prévio...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Villela, Edlaine Faria de Moura, Natal, Delsio
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/17168
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/17168
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Dengue
Teoria da representação social
Mídia impressa
Discurso do sujeito coletivo
Educação em saúde
03 Saúde e Bem-Estar
04 Educação de qualidade
Descripción
Sumario:Considerar o problema da dengue exclusivamente no contexto biológico não é suficiente. A mídia é produtor ativo de sentidos que reforça comportamentos em vez de modificar, por não se ponderar de que não se pode ensinar à população condutas promotoras de saúde sem considerar seus conhecimentos prévios. Nesse estudo, analisa-se a comunicação da mídia impressa sobre a promoção de ações educativas para o combate da primeira epidemia de dengue na cidade de Ribeirão Preto, SP, de novembro/1990 a março/1991. O método utilizado foi o Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). O DSC tem suas bases na Teoria da Representação Social, a qual viabiliza a construção de painel de discursos sobre a realidade. Foram encontradas 125 notícias sobre a epidemia, nos jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, A Cidade (local), e nas revistas Veja e Revide (local). Seis subtemas emergiram da análise das notícias. O recorte escolhido para este trabalho foi o subtema ações educativas promovidas. Das 125 notícias, 76 não fizeram referência a esse importante assunto. Das 49 que abordaram, 19 enfocaram como foi feita a promoção de ações educativas para a mobilização da população, sete reconheceram a necessidade de conscientização, mas não apresentaram nenhuma proposta e apenas cinco delas trataram da escassez de ações educativas e da falta de informação. A população não foi estimulada a questionar constantemente atitudes e hábitos para auxiliar de forma significativa o controle da epidemia. Assim, fica evidente a prevalência de questões políticas sobre questões prioritárias de saúde, o que dificulta a conquista da competência informacional. Nota-se que a análise do conteúdo informacional midiático das epidemias passadas é de extrema importância para a reformulação do como informar, preparando-se para desafios futuros.